Separado do resto da cidade de Faro pela linha férrea, o bairro da Horta da Areia ergue-se junto às salinas da Ria Formosa como um território invisível e esquecido.
Entre barracas de chapa e madeira, vivem cerca de duzentas pessoas – na sua maioria de etnia cigana -, que são confrontadas diariamente com a ausência de água canalizada, habitações degradadas, lixo urbano, problemas crónicos de saúde e o peso do preconceito.
Nesta reportagem da jornalista Tatiana Felício, a linha do comboio surge como uma fronteira física e simbólica. Mas o Centro Comunitário do bairro tem sido um farol, prestando apoio social e capacitando os moradores para conseguirem dar a volta e sonharem com um futuro melhor.
Apesar do estigma e das dificuldades, quem mora ou já morou na Horta da Areia vê no bairro um lugar muito especial.