Morreu Jorge Palma aos 76 anos.
Um dos músicos mais marcantes da história portuguesa deixou-nos esta segunda-feira, segundo comunicado emitido pela família.
Uma das figuras cimeiras da música portuguesa, deixou uma obra construída ao longo de mais de cinco décadas, entre o piano, a guitarra, a boémia e canções que se tornaram parte da memória coletiva: de “Frágil” a “Encosta-te a Mim”, passando por “Dá-me Lume” ou “Deixa-me Rir”.
Nascido em Lisboa em 1950, começou a estudar piano ainda criança e cedo encontrou na música popular e no rock um espaço para experimentar. Ao longo dos anos 70, viveu e tocou na Europa, regressando depois a Portugal para construir a carreira que atravessaria gerações e diferentes formações, a solo e em projetos como os Palma’s Gang, Rio Grande e Cabeças no Ar.
Na sua discografia, há discos que se tornaram marcos da música portuguesa: “O Lado Errado da Noite” (1985), “Quarto Minguante” (1986) ou “Bairro do Amor” (1989) formam um dos núcleos fundamentais da sua obra, a que se junta “Só” (1991), registo intimista de voz e piano que revisitou algumas das suas canções mais marcantes. Já no século XXI, “Jorge Palma” (2001), “Voo Nocturno” (2007) – que alcançou dupla platina -, e “Com Todo o Respeito” (2011) prolongaram uma carreira que nunca deixou de se renovar.
Compositor de inquietações, de amores e desencontros, da noite e da liberdade, lançou o último disco de originais, “VIDA”, em 2023.
Deixou-nos na madrugada desta segunda-feira, vítima de uma paragem cardiorrespiratória.