Imagem de “As Ilhas do Ouro Branco”

“As Ilhas do Ouro Branco”

Até 18 de Março 2018 no MNAA

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“As Ilhas do Ouro Branco”

Até 18 de Março 2018 no MNAA



"As Ilhas do Ouro Branco" no Museu Nacional de Arte Antiga

Terá sido o Infante D. Henrique a importar cana-de-açúcar da Sicília e a introduzir o seu cultivo na Madeira, no século xv. 

O desenvolvimento dessa produção em larga escala permitiu a exportação de açúcar para os portos de Bruges e de Antuérpia, de Génova e de Nápoles, de Constantinopla. 
Aumentou por toda a Europa o consumo do «ouro branco», alterando hábitos alimentares e algumas práticas medicinais. Em paralelo, cresceu a importação para o arquipélago de bens destinados a satisfazer as necessidades devocionais e a definir o estatuto social das comunidades constituídas à sombra dos canaviais e da economia açucareira.
Ao longo de uma narrativa que parte do espanto dos primeiros navegadores perante o novo território e prossegue com a evocação do esforço do povoamento e da implantação de estruturas económicas e administrativas no arquipélago, as ilhas do ouro branco. encomenda artística na madeira (séculos xv-xvi) dá a conhecer as elites comitentes locais através das suas encomendas – obras de pintura, escultura ou ourivesaria – provenientes da Flandres, do continente e até do Oriente. Numa última sala, expõem-se as mais destacadas obras-primas, sintetizando, com particular brilho, a riqueza do património madeirense dos séculos xv e xvi.
   
Marcando o arranque das Comemorações dos 600 Anos do Descobrimento da Madeira e Porto Santo, esta embaixada cultural do arquipélago em Lisboa é constituída por 86 obras de arte, que ilustram a especificidade da encomenda local a oficinas nacionais e estrangeiras.
Destacam-se, entre as obras expostas, a Cruz processional (1500-1525) oferecida por D. Manuel à Sé do Funchal; a Virgem da Igreja Matriz da Ribeira Brava (início do século xvi), com o Menino Jesus nu e adormecido, esculpida no Brabante; o Tríptico da Descida da Cruz (c. 1518-1527), atribuído a Gérard David, possivelmente encomendado em 1518 pelo mercador de origem genovesa Umberto Lomelino; o Tríptico de Santiago Menor e de São Filipe (c. 1527-1531), atribuído a Pieter Coeck van Aelst, em cujas abas surgem os retratos da família de Simão Gonçalves da Câmara, dito o Magnífico, terceiro donatário do Funchal.
COMISSÁRIOS
  • Fernando António Baptista Pereira
  • Francisco Clode de Sousa