CORPSING (1996), do dramaturgo e guionista britânico Peter Barnes, é nome genérico do espectáculo que inclui um conjunto de quatro curtas peças num acto (O humor ajuda, À espera de um autocarro, Exercícios de representação e Últimas cenas).
Escritor imaginativo e pouco ortodoxo, combinou sensibilidades dramáticas não convencionais com uma inteligência excêntrica numa mistura discreta com a sátira grotesca e corrosiva.
Prolífico escritor para teatro, cinema e televisão, trata de temas como a hipocrisia, a corrupção dos privilegiados e dos despóticos, com humor e referências literárias moldando os seus estilos teatrais que vão da tragédia ao teatro de cabaré com “empréstimos” de Shakespeare, Verdi, Irmãos Marx, entre muitos outros que fazem parte do seu universo criativo. Barnes acreditava no poder subversivo do riso.
Algumas das suas peças foram produzidas pela Royal Shakespeare Company e pela Royal Court.
Ficha artística:
- Autor: Peter Barnes
- Tradução: Susana Gouveia
- Encenação: Gil Salgueiro Nave
- Cenografia, figurinos e cartaz: Luís Mouro
- Canção e sonoplastia: Helder Filipe Gonçalves
- Desenho de luz: Fernando Sena
- Interpretação: Sílvia Morais, Tiago Moreira e Victor Santos
- Operação de luz e som: Hâmbar de Sousa
- Carpintaria: Ivo Cunha
- Serralharia: Ângelo Figueira
- Costureira: Sofia Craveiro
- Produção: Celina Gonçalves
- Fotografias e vídeo: Ovelha Eléctrica