Nome: Olímpio Dias
Letras: O parente / Noitada
Está ainda na ressaca
Descendo a Volta da Costa
Vem o de Campos José
Braguilha desapertada
Camisa toda de fora
Puxa p´ra subir as calças
E logo ajeita o seu boné
Refrão
É o dia a começar
Como lhe irá correr
Biscate vinha a calhar
Ganhar uns trocos e ir beber
Cumprimenta toda a gente
Publicita as suas ervas
Aceita um copo, nunca diz não
Deixa correr uma lágrima
Que lhe apela ao sentimento
Com um tinto afoga a mágoa
E esquece o sofrimento
Aproveita e conta a história
Da sua amada de Serpins
Dos trinta contos roubados
Diz… isto não fica assim
Refrão
É assim o amigo Campos
A todos chama parente
Quer usar palavras caras
Mas fica-se por… “praticamente”
Cumprimenta toda a gente
Na rua chama a atenção
Publicita as suas ervas
Aceita um copo, nunca diz não
Faz do tasco um rico viveiro
De namorada sempre desejada
De pão e pipo
É a sina dos encontros
E a sorte de tanta desgraça
Porque não há amo que dê
Uma luz de graça
Viva a malga do Zé
E a broa do moleiro
Na eira do bate o pé
Depois de assalto ao celeiro
É assim a festa
Do monte e da aldeia
Em tempo de folga e sesta
Finda a tarde com o sol
Descido na terra batida
É como palmada amiga
No encher do fole
E deitado fora o dia
E o cansaço devorador
É uma voz de maresia
Na luta contra a dor
Refrão
Viva a malga do Zé
E a broa do moleiro
Na eira do bate o pé
Depois de assalto ao celeiro
É assim a festa
Do monte e da aldeia
Em tempo de folga e sesta