
Capa de “Os Flamingos Também Sonham” (2026), álbum de Miguel Gizzas.
Depois de um fenómeno natural ter destruído o castelo e a estrada para o Lago Ness, Dunlochry procura por melhores dias. Eis senão quando corre a notícia de que dois boletins com um autêntico jackpot foram registados justamente na pacata vila escocesa. O acontecimento ganha especial dimensão quando os dias passam e ninguém aparece para reclamar o prémio.
Só Dylan – um irlandês esmagado pela imagem opressora do pai e dono do estabelecimento que vendeu a sorte grande – sabe quem ganhou, mas a ética impede-o de partilhar a informação, mesmo com Elena Gilbert, a conhecida jornalista de televisão a quem pediram que fizesse a reportagem e por quem Dylan se apaixonou.
Porém, à medida que a ansiedade dos habitantes se vai transformando em violência e pressão – e que Elena regressa a Londres – Dylan, que, tal como um flamingo, teme perder a cor se abandonar o seu habitat, só pode contar com Arthur Hilliard, um velho escritor que apareceu misteriosamente em Dunlochry e se tornou um dos seus melhores clientes. Só que Arthur já carrega o peso dos próprios segredos…
Miguel Gizzas lança o seu quarto romance musical, desta vez com as Highlands como pano de fundo. 12 temas num CD e num livro, que refletem os locais, o momento da história, e as características das personagens. Um casamento único de duas artes que nunca deviam andar separadas.