Nas redes sociais circulam cada vez mais conteúdos sobre finanças pessoais, divulgados por influencers financeiros ou finfluencers. No entanto, nem toda a informação partilhada é correta, rigorosa ou independente.
Antes de seguir uma recomendação financeira que viu nas redes sociais, tome algumas cautelas:
Avalie a credibilidade e possíveis conflitos de interesse
O número de seguidores não é garantia de credibilidade. Verifique se o influencer tem formação e experiência na área financeira e procure referências junto de amigos e conhecidos.
É também importante perceber se o influencer está a dar um conselho genuíno ou se está a ser remunerado para o fazer. Verifique se a publicação está identificada como publicidade, através de expressões como “pub”, “parceria paga” ou “conteúdo patrocinado”. Mesmo na ausência destas indicações, as recomendações podem não ser genuínas.
Desconfie de promessas de ganhos fáceis
Se uma proposta parece demasiado boa para ser real, pode tratar-se de uma tentativa de burla, ou de publicidade enganosa. Desconfie de promessas de ganhar muito dinheiro com pouco esforço e zero risco.
Esteja também alerta a mensagens que procuram criar urgência ou pressão, utilizando expressões como “oportunidade única” ou “tem de investir hoje”. Não decida por impulso.
Confirme a informação antes de decidir
Valide a informação obtida nas redes sociais junto de entidades independentes e de fontes credíveis. Antes de contratar um produto ou serviço, confirme também se a entidade está autorizada a comercializá-lo. No caso dos produtos e serviços bancários, consulte a lista de entidades autorizadas do Banco de Portugal.
Por fim, informe-se sobre as características, os custos e os riscos do produto ou serviço e assegure-se de que este é adequado à sua situação financeira. Uma recomendação pode ser válida para outra pessoa e não ser a melhor opção para si.