“O Governo tem uma estratégia de pura e simples mesquinhez”, acusa o coordenador do Bloco de Esquerda (BE).
Em entrevista ao podcast da Antena 1, Política com Assinatura, José Manuel Pureza usa por diversas vezes as palavras “humilhação” e “mesquinhez” para se referir à governação de Luís Montenegro com a ajuda do Chega.
Fala mesmo de “raiva que deriva para a extrema-direita” e dá como exemplo disso a criação da Prestação Social Única (PSU) que prevê a participação dos beneficiários da PSU em atividades de solidariedade social até um limite de 15 horas semanais.
José Manuel Pureza não compreende o porquê de sujeitar a trabalhos sociais pessoas que recebem a PSU e que muitas vezes se trata de grávidas em risco ou reformados por invalidez. “Acha mesmo que essas pessoas devem sujeitas a um trabalho social?”, questiona.
“Se há trabalho para ser feito, porque é que não se criam postos de trabalho para esse efeito?”, sugere o líder bloquista que acusa esta medida de ser “claramente inspirada no programa do Chega. O Chega vibra de contente com esta questão porque é claramente para humilhar quem tem menores rendimentos”.
José Manuel Pureza entende que o modelo da PSU, tal como está desenhado, “tem um intuito provocatório. É pôr as pessoas a falar da necessidade de ‘mandar os malandros que não querem trabalhar, trabalhar nas matas'”.