O ministro das Finanças admite um pequeno défice para este ano.
No entanto, em entrevista ao podcast da Antena 1 “Política com Assinatura”, Joaquim Miranda Sarmento aponta uma linha vermelha: Portugal não pode ultrapassar um défice de 0,5 por cento.
“Há um número que manteria o país bastante mais confortável que é o défice não ser superior a 0,5%” e explica: “porque se for superior a 0,5 coloca-nos numa certa discricionariedade da decisão da Comissão Europeia (CE)”.
O ministro confia que “a CE não abriria um procedimento por défices excessivos”, mas “para proteger o país e para manter o país com a boa imagem que nos permite atrair investimento e financiamento mais barato, creio que é importante que esse limiar de 0,5% nunca seja ultrapassado”.
“O país precisa de um orçamento para 2027”
É uma espécie de alerta e de mensagem aos partidos. O ministro das Finanças afirma que “depois de tudo o que aconteceu nos últimos meses, o país precisa de ter um Orçamento do Estado (OE) para 2027”.
Miranda Sarmento assegura que a negociação do próximo OE será feita com todos os partidos, em particular com o Chega e com o Partido Socialista.
Mas e se o OE for chumbado… questiona a editora de política da rádio Pública, Natália Carvalho “aceita ser um ministro de duodécimos?”. Na opinião do Ministro “não vale a pena trabalhar com um cenário de um orçamento chumbado. O país precisa de um orçamento e eu acho que vai haver responsabilidade por parte das oposições para perceber isso”.