Em entrevista ao podcast da Antena 1, Política com Assinatura, o antigo ministro do Trabalho socialista defende que a falta de contestação interna “não é saudável”.
No entanto também afirma que “a contestação sente que não é o momento para aparecer”.
“António Costa deixou vários príncipes herdeiros e eles estão todos na política. Os príncipes herdeiros, que foram designados num Congresso, não abandonaram a política nem o jogo partidário”, destaca Pedroso.
E acrescenta: “todas as pessoas que podem ter interesse em ser secretário-geral do PS têm a noção de que não vai haver eleições proximamente e que não aconteceu nada que justifique derrubar José Luís Carneiro”.
“O PS tem sido uma espécie de braço esquerdo (do Governo) disponível, a enfrentar um muro de silêncio”, é como Paulo Pedroso olha para o partido.
Perante isso, a editora de política da Antena 1, Natália Carvalho, pergunta se José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, “está a ser muito fofinho?”. Na opinião de Paulo Pedroso “estão todos a ser mais fofos do que são de facto, porque todos tinham consciência de que o sistema estava bloqueado”, ou porque Marcelo Rebelo de Sousa estava em fim de mandato, ou porque havia dúvidas dentro do PSD em relação à estabilidade do Governo.
“O jogo começa agora. Houve aqui um intervalo onde estavam todos condicionados”, diz Pedroso para quem “o PS tem, definitivamente, de deixar de se portar como advogado do anterior Governo (socialista). Este é um complexo que o PS ainda tem”.