Começamos hoje pela bela corrida que Afonso Eulálio está a fazer no Giro de Itália.
O corredor português está no topo da classificação há uma semana e ontem, quando todos achavam que ele ia entregar a camisola rosa a Jonas Vingegard, que é o super favorito à vitória final, acabou por realizar um contrarrelógio muito acima do expectável e manteve o primeiro lugar.
O ciclista da equipa Bahrain Victorious dispõe agora uma vantagem de 27 segundos sobre o dinamarquês e, se tudo correr de forma normal, continuará líder até sábado, já que as próximas três etapas são mais ou menos planas e controláveis pela sua equipa.
Afonso Eulálio tem 24 anos, faz 25 a 30 de setembro, está a cumprir a segunda temporada no pelotão internacional e, no ano passado, ficou no nono lugar da prova de estrada do campeonato do mundo.
O corredor da Figueira da Foz é apenas mais um dos talentos do ciclismo nacional que teve de emigrar para evoluir. Faz parte da mesma geração de João Almeida que se estivesse em boas condições físicas estaria, nesta altura, também na luta pela vitória no Giro. Veremos se lá para agosto estará em condições de discutir a vitória na Vuelta.
São estes exemplos que nos levam a ter esperança no ciclismo português que continua a recuperar dos variadíssimos casos de doping que degradaram a sua imagem nos últimos quinze anos, e que precisa de ser urgentemente recuperada, pelo menos a nível interno.
No futebol, estão fechadas as contas nos cinco principais campeonatos europeus.
Ontem à noite, mesmo sem jogar, o Arsenal venceu a Premier League pela décima quarta vez.
22 anos após Arséne Wenger e muitos milhões depois, os “Gunners”, agora com Arteta aos comandos, depois de uma preparação que durou seis anos e meio, fizeram, finalmente, a festa.
Bastou o empate do Manchester City na deslocação a Bournemouth, para que o clube do norte de Londres lá abrisse o champanhe, embora de forma muito discreta porque já estão concentrados na final da Liga dos Campeões, marcada para o final do mês, em Budapeste, onde vão defrontar o Paris Saint Germain.
Também aqui vão poder fazer história porque nunca o Arsenal ganhou a milionária, apesar de ter estado na final da época de 2005/2006 que perderam para o Barcelona.
Tal como em Inglaterra, também em Itália tivemos um novo campeão. O Inter de Milão do romeno Chivu sucedeu ao Nápoles. Foi o título número 21 da história dos Nerazzurri.
Em Espanha, França e na Alemanha tivemos a repetição de um filme já anteriormente visto, em alguns casos com dezenas de temporadas.
O Barcelona sagrou-se bicampeão da La Liga, numa história que já conta com 29 troféus.
O Paris Saint Germain de Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos ganhou, pela quinta temporada consecutiva, o campeonato francês.
Nos últimos 10 anos só não foram campeões por duas ocasiões, na época 2016/2017, foi o Mónaco treinado por Leonardo Jardim com Bernardo Silva e, em 2020/2021, foi o Lille que tinha no plantel vários portugueses entre os quais Tiago Djaló, José Fonte e Renato Sanches.
Por fim, na Alemanha o título voltou a ser conquistado pelo Bayern de Munique de Raphael Guerreiro que está de saída. Os números são impressionantes: nos últimos catorze anos foi a décima terceira vitória, a exceção que confirma a regra foi protagonizada pelo Bayer Leverkusen que há duas temporadas se intrometeu neste passeio dos bávaros.
Uma última nota para o Universitatea Craiova da Roménia que ganhou o campeonato e a taça, uma conquista que tem dedo português, porque o treinador da dobradinha foi Filipe Coelho que trabalhou com Paulo Bento na seleção da Coreia do Sul e na dos Emirados Árabes Unidos.
Mais um técnico português em grande!