O Sporting começa, daqui a pouco, a partir das 8 da noite, em Londres, frente ao Arsenal, uma semana absolutamente decisiva.
Hoje joga o futuro na Liga dos Campeões.
No domingo, no campeonato.
De hoje a oito dias, na Taça de Portugal.
Três jogos. Três competições. Três decisões.
Daqui por uma semana se saberá, com um enorme grau de segurança, se, para o Sporting, a época 24/25 será de enorme sucesso ou de, apenas, algum sucesso.
Para a equipa de Rui Borges não deixa de ser cruel que todas as decisões estejam concentradas numa única
semana, mas, também não deixa de ser verdade que é preciso ter essa possibilidade – a possibilidade de discutir os títulos e os apuramentos – e esse mérito ninguém lhes pode tirar.
Os Leões, daqui a pouco, vão tentar fazer história. Vão tentar chegar, pela primeira vez às meias-finais da Liga dos Campeões.
A única vez que chegaram tão longe foi há 43 anos, estávamos na temporada de 1982/83, e nessa altura a competição chamava-se Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Apenas entravam os campeões nacionais de cada país. Começaram por afastar o Dínamo de Zagreb, da então Jugoslávia, depois o CSKA de Sófia, da Bulgária, e foram eliminados pela Real Sociedad, de Espanha, com uma vitória, em Alvalade, por 1/0 e com uma derrota por 2/0, no País Basco.
Eram mesmo outros tempos, porque bastavam seis jogos para se chegar a uma fase da prova onde agora se chega, apenas, ao fim de 12 jogos, quando não 14, se for necessário ter de jogar o play off.
É por isso que tem toda a razão Rui Borges quando diz que nada do que acontecer hoje apagará aquilo que de bom esta equipa já fez.
O Sporting bateu, em casa, equipas como Marselha, Clube Brugge, Paris Saint Germain, o campeão europeu em título, e o Atlético de Bilbau, fora, isto para além daquela noite épica com o Bodo/Glimt que vai ficar na história.
Daqui a pouco, em Londres, é certo que vai ser difícil. Diria mesmo: muito complicado. Mas, no desporto não há impossíveis. E isto não é uma frase feita, mas muitas vezes a realidade.
Parece-me que se há coisa que o campeão nacional português terá, nesta altura, a mais que a equipa inglesa é confiança.
Os ingleses parecem desconfiar das suas capacidades. Percebeu-se isso na final da Taça da Liga que perderam para o City, no jogo da Taça de Inglaterra em que foram eliminados pelo Southampton e, no sábado, na partida, em casa, com o Bournemouth para a Premier League. São três derrotas nos últimos quatro jogos em que os pupilos de Mikel Arteta parecem carregar o mundo às costas e cheios de medo.
É, diria, uma oportunidade de ouro que pode e deve ser aproveitada pela formação verde e branca e que não se vai repetir muitas vezes.
Parece-me também que aquilo que fizerem, esta noite, em Londres, pode ajudar e muito nas outras duas decisões que têm pela frente.
No domingo, na partida com o Benfica, o Sporting vai tentar fazer o que ainda não conseguiu fazer, esta temporada, no campeonato que é ganhar um dos clássicos. Se isso acontecer, a questão do apuramento para a Liga dos Campeões da próxima temporada fica resolvida. A questão do título será decidida mais à frente, embora o FC Porto esteja em vantagem, como sabemos.
De hoje a oito dias, será a vez da Taça de Portugal e de se saber quem vai chegar à final do Jamor. Para já são os Leões quem está na frente, porque ganharam o jogo da primeira mão.
Ambição e confiança existem, como vimos na antevisão de ontem, assim o aspeto físico consiga estar à altura de tudo o resto. Esse é que me parece ser o maior problema do Sporting chegados a esta fase decisiva da época. Nada que os resultados, se forem bons e positivos, não consigam disfarçar.