Imagem de Percursos pela obra de Marianne Faithfull
Fotografia de Marianne Faithfull, da sessão de "Broken English": Dennis Morris

Percursos pela obra de Marianne Faithfull

De “As Tears Go By" até "Broken English", João Lopes e Nuno Galopim guiam-nos pela carreira de uma figura ímpar na música britânica.

Imagem de Percursos pela obra de Marianne Faithfull

Percursos pela obra de Marianne Faithfull

De “As Tears Go By" até "Broken English", João Lopes e Nuno Galopim guiam-nos pela carreira de uma figura ímpar na música britânica.

O “Duas ou Três Coisas” assinalou os 60 anos de carreira de Marianne Faithfull. “As Tears Go By” (1964) é o princípio desta história: uma canção composta por Mick Jagger e Keith Richards dos Rolling Stones, num estilo incaracterístico para a banda, dado tratar-se de uma balada. Foi numa festa dos Stones que Faithfull se fez ouvir pelo manager do grupo, Andrew Loog Oldham (que também assinou a letra de “As Tears Go By”). Já era, por esta altura, uma cantautora emergente de folk, e transitou diretamente dos cafés-concerto para as tabelas de vendas, com um tema que Jagger e Richards consideraram “piegas” – mas que vingou, e cujo sucesso na voz de Faithfull resultou numa versão posterior pelos Stones.

João Lopes e Nuno Galopim exploram uma discografia plural, quase sempre inserida num plano rock, em que Faithfull manteve abertas as vias de comunicação com músicas diferentes. Bernstein e Sondheim, Beatles, Donovan e Jacques Brel são alguns dos versistas que cantou durante a primeira fase da sua carreira. Seguiu-se um hiato praticamente sem interrupções, até ao emblemático álbum de regresso, “Broken English” (1979), eco de episódios dramáticos na vida de Faithfull, entre os estupefacientes e a anorexia. A descoberta de um novo “grão da voz”, bem como os pontos de contacto com o cinema dos anos 1960, completam esta viagem pela mitologia de Marianne Faithfull.