Morreu, com 83 anos, António Lobo Antunes, um dos maiores vultos da literatura portuguesa contemporânea. Nascido em Lisboa em 1942, formado em medicina, cumpriu o serviço militar como médico durante a Guerra Colonial, facto que depois marcaria a sua obra.
A sua estreia literária fez-se em 1979, ano em que publicou “Memória de Elefante” e “Os Cus de Judas”, títulos que inauguraram uma obra que marcaria a história do romance em língua portuguesa. O seu percurso, que inclui ainda volumes como “Conhecimento do Inferno” (1980), “Fado Alexandrino” (1983), “Tratado das Paixões da Alma” (1990), “Manual dos Inquisidores” (1996) ou “Ontem não Te Vi em Babilónia” (2006).
Muitas vezes apontado como candidato ao Nobel da Literatura, ao longo da vida foi agraciado com vários prémios, entre os quais o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (1985), o Prémio União Latina, (2003), o Prémio Camões (2007) ou o Prémio Juan Rulfo (2008).