Imagem de Luís Cardoso no “Sou Pessoa para Isso”

Luís Cardoso no “Sou Pessoa para Isso”

O "carteiro da Resistência" apresenta o seu romance "Hotel Timor", em conversa com Teresa Dias Mendes.

Imagem de Luís Cardoso no “Sou Pessoa para Isso”

Luís Cardoso no “Sou Pessoa para Isso”

O "carteiro da Resistência" apresenta o seu romance "Hotel Timor", em conversa com Teresa Dias Mendes.

Acaba de lançar “Hotel Timor”, “o mais íntimo” dos seus romances.

Uma homenagem ao irmão Bonifácio, fuzilado nas montanhas por ser a favor da integração.

Editado pela Poets and Dragons Society, o livro sucede ao Prémio Oceanos, atribuído em 2021, com “O Plantador de Abóboras”.

O escritor, formado em silvicultura, por influência de Ruy Cinatti, traz pão com manteiga e as tantas memórias com que barra a paixão pelas palavras e pelos livros. O “carteiro da Resistência”, como ficou conhecido, pelo compromisso que abraçou já em Portugal, com a luta pela independência, é também o eterno Takas, diminutivo que o acompanha desde miúdo, por conta de um presente oferecido pelo pai.

Viajamos pelas memórias mais doces, e pelas outras, as que agora o levam a enterrar o “irmão querido” nas páginas deste livro em que partilha uma dor fantasma que o acompanhou por toda a vida.

Em paz, finalmente, com o passado, o escritor pode atrever-se no canto ou na poesia, que hão-de assomar à conversa.

E convida-nos a caminhar até à boca do mar.

Luís Cardoso é “Pessoa para Isso”.

Texto e programa de Teresa Dias Mendes