A menos de um ano de terminar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o presidente da IP garante que não haverá dinheiro europeu em causa nas infraestruturas nacionais por causa das tempestades.
“Vamos garantir que isso não acontece”, diz Miguel Cruz na Antena 1. É o próprio que reconhece a existência de atrasos: “Os impactos em prazo já aconteceram”.
Sem dar conta de muitos exemplos, assume que se refere à rodovia e que estão “empenhados”, com as equipas envolvidas nas obras, em “recuperar esse tempo”.
Miguel Cruz anuncia também que vão ser feitas 1300 inspeções extraordinárias em pontes, viadutos e túneis. Quanto à Linha do Oeste, já parcialmente reaberta, não vê contradições nas palavras do ministro das Infraestruturas, que chegou a dizer que ia estar “no mínimo nove meses parada para toda a sua reconstrução”.
O responsável pela IP aponta que antes de novembro não será reaberto o troço que falta, entre Mira Sintra – Meleças e Caldas da Rainha, mas não se compromete com um prazo claro. Questionado se seria até ao final deste ano, responde que “só conseguiremos dar esse horizonte quando tivermos os estudos todos realizados”.
Este troço foi particularmente afetado por deslizamentos de taludes e instabilidade na plataforma da via, com cerca de 20 locais já identificados.