A seleção nacional de futebol começou hoje a preparar a presença no campeonato do mundo das América que, para nós, começa de quarta-feira a duas semanas, quando defrontarmos, em Houston, nos Estados Unidos, a República Democrática do Congo.
Para já a preparação começa sem os quatro jogadores que, no sábado, venceram, ao serviço do Paris Saint Germain a segunda Liga dos Campeões consecutiva, ao derrotarem o Arsenal nos penáltis.
Quem seguiu o jogo da Puskas Arena, em Budapeste, só pode sentir orgulho e admiração em Nuno Mendes, Gonçalo Ramos, João Neves e Vitinha.
Se dúvidas ainda houvesse – há gente para tudo – mas este jogo voltou a confirmar a superior qualidade da dupla do meio-campo parisiense que se exibiu a um nível altíssimo, sendo que me parece evidente que se não forem dois dos principais candidatos à Bola de
Ouro, neste ano de 2026, estaremos a falar de uma enorme injustiça, com tudo o que isso tem de subjetivo.
Para mais e é aqui onde eu quero chegar, Roberto Martinez tem a obrigação de montar a equipa de Portugal à volta destes dois jogadores, mesmo que Vitinha tenha participado em 58 jogos, com quase 4700 minutos de utilização.
Ambos são, em minha opinião, fundamentais para sonharmos com a possibilidade de chegarmos longe neste mundial.
Já agora que estamos a falar do Paris Saint Germain gostava de sublinhar o papel absolutamente decisivo de Luís Campos em todas estas conquistas da equipa francesa.
Conheço o agora conselheiro desportivo dos parisienses há mais de 25 anos quando esteve em Setúbal como treinador do Vitória. Somos amigos e nunca tive a mínima dúvida de toda a sua competência, mesmo quando algumas almas sempre muito apressadas a colocavam em dúvida e lhe trocavam o apelido por outro pouco abonatório.
O futebol, tal como a vida, é uma maratona, mas há muita gente que continua a achar que é uma corrida de 100 metros!
Azar para quem pensa assim!
Por falar em portugueses de sucesso, este fim de semana trouxe-nos vários e não foi apenas e, ainda bem, no futebol.
No ciclismo Afonso Eulálio terminou o Giro de Itália no sexto lugar e conquistou a classificação do prémio da juventude.
O corredor da Figueira da Foz tornou-se no terceiro português a vencer uma camisola numa grande volta e o quarto a terminar entre os 10 primeiros da prova italiana.
Para além de tudo isto andou nove dias de rosa, ou seja, foi o líder da classificação geral durante nove etapas.
Já o disse e repito, o ciclismo português continua a produzir talento e a confirmar esse talento nas grandes competições internacionais, esperamos agora por aquilo que João Almeida possa vir a fazer na Volta à Espanha.
O desafio para a Federação Portuguesa de Ciclismo é fazer com todo este sucesso e prestígio regresse também à Volta a Portugal, porque para casos menos edificantes já temos o suficiente.
No triatlo, Vasco Vilaça continua a campanha que o vai levar aos Jogos Olímpicos de Los Angeles como um dos favoritos.
No sábado, na Sardenha, em Itália, conquistou a segunda vitória em etapas do mundial.
Termino com o ténis e com a espetacular participação de Nuno Borges e Jaime Faria em Roland Garros.
Ambos ficaram pela terceira ronda, sendo que o jovem lisboeta, de 22 anos, esteve a vencer o norte americano Frances Tiafoe por 2/0, mas permitiu a reviravolta.
Como diz o povo na sua eterna sabedoria, tantas vezes vai o cântaro à fonte que acaba por partir, pelo que um destes dias vamos mesmo ter Nuno Borges ou Jaime Faria ou mesmo os dois nos oitavos de final do maior torneio de terra batida do mundo.
É apenas uma questão de tempo!