Imagem de Cara de Espelho: “B”
Fotografia dos Cara de Espelho: João Mariano

Cara de Espelho: “B”

O "lado B" como experiência, não como espaço menor.

Imagem de Cara de Espelho: “B”

Cara de Espelho: “B”

O "lado B" como experiência, não como espaço menor.

Capa de “B” (2026), álbum dos Cara de Espelho.

Depois de “Cara de Espelho” (2024), álbum que revelou uma das propostas mais singulares da nova música portuguesa, a banda apresenta agora “B”, um disco que aprofunda o seu universo criativo e confirma a centralidade da palavra como motor da canção.

O título, simples e sugestivo, convoca a ideia de “lado B”: não como espaço menor, mas como território onde se revelam outras camadas do discurso. Em “B”, Cara de Espelho recorrem à ironia como ferramenta e constroem canções que observam comportamentos, discursos e contradições do quotidiano, sem slogans nem moralismos, preferindo mostrar e sugerir.

As letras, assinadas por Pedro da Silva Martins, percorrem um alinhamento coeso onde cada tema funciona como fragmento de um mesmo retrato, cruzando sátira, humor negro e observação social. Musicalmente, o disco expande a linguagem da banda, cruzando instrumentos tradicionais, experimentação tímbrica e eletrónica discreta, numa abordagem moldada pela forte relação de palco construída ao longo da digressão do primeiro álbum.

Este é um Disco Antena 1.