Imagem de  António Homem Cardoso no “Sou Pessoa para Isso”

 António Homem Cardoso no “Sou Pessoa para Isso”

Teresa Dias Mendes conversa com um dos mais prestigiados fotógrafos portugueses. Reconhecido como um dos grandes mestres do retrato, é pela escuta do mundo e do outro que tem fixado o tempo e as almas.

Imagem de  António Homem Cardoso no “Sou Pessoa para Isso”

 António Homem Cardoso no “Sou Pessoa para Isso”

Teresa Dias Mendes conversa com um dos mais prestigiados fotógrafos portugueses. Reconhecido como um dos grandes mestres do retrato, é pela escuta do mundo e do outro que tem fixado o tempo e as almas.

Há fotógrafos que registam o mundo. Outros parecem escutá-lo.
Pertence a essa rara categoria o homem que me acompanha na última dança deste programa.

Há mais de sessenta anos que fixa rostos, paisagens e patrimónios.
Fotografou presidentes, reis, escritores, actores, actrizes, papas, aldeias, jardins e monumentos, e fala de Portugal como o seu reino e o seu exílio.

Mas hoje não vamos falar apenas de fotografia.
O tempo, a memória, o que fica, é isso que me prende à conversa com o Homem que nos diz que é nos olhos que se aprende a cor do coração.

Dizem que fotografa as almas, e o mestre responde que as almas só falam umas com as outras.

Falaremos do Luís Represas, a quem captou a alma e a beleza , de quem se acaba de despedir.

“Aprender a ser velho é o curso mais difícil”, assegura aos 81 anos, praticando a eterna arte da sedução, que o faz disparar, como o caçador, para a frente do pássaro.

António Homem Cardoso é “Pessoa para Isso”.

Texto e programa de Teresa Dias Mendes