Imagem de “Terra Média”: o ‘feed’ não é real e a ‘febre do Ponto Azul’

“Terra Média”: o ‘feed’ não é real e a ‘febre do Ponto Azul’

Imagem de “Terra Média”: o ‘feed’ não é real e a ‘febre do Ponto Azul’

“Terra Média”: o ‘feed’ não é real e a ‘febre do Ponto Azul’

O nosso feed nas Redes sociais é falso, não se baseia nas nossas pesquisas, como sempre nos foi dito.

Entretanto, vamos conhecer a “Febre do Ponto Azul”, expressão em inglês “Blue Dot Fever”, que descreve a grave crise na venda de bilhetes para os grandes concertos.

Nada é real. O feed também não.

Grande parte do que hoje parece “viral” (músicas, memes, celebridades, polémicas e tendências) é frequentemente impulsionado por campanhas coordenadas de marketing disfarçadas de entusiasmo espontâneo.

Empresas especializadas põem milhares de contas a publicar pequenos vídeos e excertos para manipular os algoritmos das plataformas (TikTok, Instagram e YouTube), criando a ilusão de popularidade orgânica e levando os algoritmos a promover esses conteúdos a utilizadores, amplificando o fenómeno e criando um ciclo vicioso.

Se Jurgen Habermas falava nos opinion makers, as redes sociais vão mais além, criando o “controlo de narrativa” por empresas e agências que pretrendem tornar algo viral e influenciar diretamente a opinião pública (através de comentários, polémicas e consensos artificiais).

🔗 O feed é falso. Tudo o que é viral não passa de campanha de marketing – Vulture (15 de maio)

Blue Dot Fever

Tudo na Terra Média merece um nome, uma designação que caiba num post ou numa manchete – neste caso, é a indústria dos grandes concertos que está em dificuldades. Chama-se Blue Dot Fever.

Entre os cancelamentos do último mês estão concertos de Pussycat Dolls (que denuncia o início do fim da era da nostalgia), Zayn Malik ou Meghan Trainor.

A TicketMaster, gigante da venda de bilhetes, utiliza mapas virtuais que marcam os lugares ainda disponíveis a azul, os chamados blue dots, e, há algumas semanas, após uma sucessão de cancelamentos, começou a falar-se de uma febre que começa a contaminar o mundo dos espetáculos.

As razões? A ressaca pós Covid-19 que parece ter-se esvaído, os preços altíssimos por concertos que, talvez, não justifiquem, a experiência deteriorada tanto na compra dos bilhetes como no concerto em si. Pode ainda ser uma questão geracional: a geração Z é muito mais seletiva nas suas experiências e valoriza hábitos mais domésticos do que os Millenials.

Há algumas semanas, após uma sucessão de cancelamentos, começou a falar-se de uma febre dos Blue Dots, que ameaça contaminar a indústria de espetáculos.

🔗 Grande Crise dos Ingressos: Como Eventos ao Vivo se Tornou num Desporto de Luxo – GQ (7 de fevereiro)

Recomendações:

Novas Narrativas de Caça, série da RTP Play:

Podcast Como Assim, do Público: https://www.publico.pt/podcast-comoassim