“A estranheza cria o medo porque se assume que o diferente é perigoso só por ser diferente”. Ana Bárbara Pedrosa comenta o fenómeno da imigração em Portugal e considera que os portugueses dividem os imigrantes em dois grupos: um, a quem se atribui “a obrigação de se adaptarem e aprenderem a língua”, e outro, com um poder económico mais elevado, a quem ninguém parece querer obrigar a falar Português”.
A escritora, que nasceu em Vizela e vive em Lisboa, fala sobre vizinhança, sossego e solidão. E responde à pergunta: “Quem está do outro lado da porta?”
No prédio de Ana Bárbara Pedrosa, uma coisa é certa: é sempre ela “a última a saber”.