
Capa de “Quando um fio s’ensarilha” (2026), álbum de Segue-me à Capela.
O coletivo vocal Segue-me à Capela, formado por sete mulheres, apresenta o seu terceiro álbum, “Quando um fio s’ensarilha”. Um trabalho que aprofunda o diálogo entre a música tradicional portuguesa e a criação contemporânea, tendo a voz como instrumento central e a polifonia como linguagem identitária.
Formado por Carolina Simões, Catarina Moura, Joana Dourado, Mila Bom, Margarida Pinheiro, Maria João Pinheiro e Sílvia Franklim, Segue-me à Capela é um coletivo vocal de sete mulheres que trabalha a música tradicional portuguesa numa perspetiva contemporânea, cruzando o sagrado e o profano, o dramático e o festivo, através da polifonia vocal, da percussão e de uma forte dimensão cénica.
Todos os elementos percussivos utilizados têm raízes na cultura popular portuguesa, sendo o grupo frequentemente acompanhado em palco por Quiné Teles, percussionista de referência da música tradicional. Dez anos depois de “San’Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher” e mais de duas décadas após o primeiro álbum, “Segue-me à Capela”, o grupo apresenta um novo registo que resulta de um processo criativo profundamente colaborativo.
O disco reúne arranjos originais sobre recolhas de temas tradicionais e incorpora textos de João Pedro Mésseder e Amélia Muge, com contributos musicais de Amílcar Cardoso, Sebastião Antunes e da própria Amélia Muge. Às vozes junta-se a percussão de Quiné Teles, parceiro artístico de longa data do grupo. “Quando um fio s’ensarilha” é uma metáfora sonora e poética: os nós, os emaranhados e as imperfeições tornam-se matéria criativa, lugar de encontro e de transformação. Sete vozes, sete fios, sete cravos abertos ao mundo — um disco que celebra a complexidade, a memória e a alegria de cantar em conjunto.