A partir das oito da noite, FCPorto e Sporting Clube de Braga vão procurar chegar às meias-finais da Liga Europa.
Os Dragões jogam em Nottingham, com o Forest que está bem mais interessado em se manter na Premier League do que em pensar noutra coisa, o que pode ser uma vantagem para a equipa de Francesco Farioli.
Os Arsenalistas jogam em Sevilha, com o Bétis que, com a vida estabilizada na liga espanhola, já não chega aos lugares de qualificação para a Liga dos Campeões, quer muito chegar longe nesta prova para tentar, por esta via chegar à milionária, o que pode ser uma desvantagem para a equipa de Carlos Vicens.
FC Porto e Sporting de Braga mereciam ter conseguido outro resultado mais confortável na primeira mão, mas o verbo merecer, como sabemos, não se conjuga muito bem nestas coisas do desporto.
Nada está perdido, mas as duas terão de fazer pela vida.
Fico com a ideia de que o FC Porto estará mais próximo de cumprir esse objetivo, até porque é melhor equipas que a formação inglesa.
Já no caso do Sporting de Braga, os andaluzes são, em minha opinião, melhores.
Uma coisa é certa, ambas as equipas nacionais têm a possibilidade de começar a trilhar o caminho que as possa levar à repetição do feito de 2011, a primeira e única final europeia totalmente portuguesa.
A presença de uma ou mesmo de duas equipas portuguesas nas meias-finais de uma competição europeia seria a exceção que confirma a regra.
Uma regra simples e que nos diz que são os clubes dos cinco principais campeonatos europeus e que lideram o ranking da UEFA – Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha e França – que chegam sempre ou quase sempre a esta fase das decisões.
Na Liga dos Campeões isso é já uma evidencia. Paris Saint Germain/Bayern de Munique e Atlético de Madrid/Arsenal são os duelos. Clubes de Inglaterra, Espanha, Alemanha e França.
Na Liga Europa, após a primeira mão dos quartos de final, há igualmente uma tendência fortíssima para termos clubes espanhóis, alemães e ingleses na fase seguinte.
Na Liga Conferência, o panorama também não é muito diferente, porque há uma possibilidade real de termos equipas de Espanha, Alemanha e Inglaterra, sendo que nesta competição há uma exceção chamada Shakthar Donetsk da Ucrânia que derrotou o AZ Alkmaar por 3/0, na primeira mão.
Até por isto, era ótimo que o futebol português fizesse parte deste mapa das grandes decisões nesta temporada 25/26.
Têm a palavra, mais daqui a pouco, o FC Porto e o Sporting Clube de Braga.
Antes de fechar, uma nota final para a Assembleia Geral da Liga Portugal que amanhã à tarde se reúne no Porto.
Os clubes vão aprovar a forma como se vai fazer a comercialização dos direitos apenas para Portugal.
O que vai ser vendido, como vai ser vendido. A duração dos contratos. Quantos pacotes vão ser colocados à venda e para que operadores.
Para mais tarde fica a aprovação da chave de distribuição das receitas.
Com o Benfica a dizer que não admite perder dinheiro e com os outros clubes a dizerem que querem é receber mais, este processo promete ser quente.
Alguém vai ter de fazer uma espécie de quadratura do círculo.
Curioso o facto de Reinaldo Teixeira, o Presidente da Liga, vir dizer hoje, numa entrevista ao Público que, se tudo falhar, os jogos podem vir a ser transmitidos na Liga TV.
Fiquei logo a tremer: é que a experiência já foi feita em França e parece-me que está longe de ser um sucesso.
Talvez fosse bom alguém espreitar como está a correr essa aventura lá pela Gália, num mercado que tem cerca de 68 milhões de consumidores, quase sete vezes maior que o nosso e no qual os clubes só arranjaram uns tostões para dividirem.