Quase tudo na mesma

A classificação no final da 1.ª volta foi em tudo igual à classificação no final do campeonato. Apenas na luta pelo quarto e quinto lugar houve mudanças. Não é por acaso que se diz que o campeonato é uma prova de regularidade.

Quase tudo na mesma

A classificação no final da 1.ª volta foi em tudo igual à classificação no final do campeonato. Apenas na luta pelo quarto e quinto lugar houve mudanças. Não é por acaso que se diz que o campeonato é uma prova de regularidade.

Os campeonatos, como sabemos, são provas de regularidade, com os vencedores a serem aqueles que se apresentam constantes e equilibrados do princípio ao fim.

Em boa verdade, quando se analisa a prestação das equipas a meio e agora no fim do campeonato, só a luta pelo acesso às competições europeias teve alterações, com o Famalicão a realizar uma segunda volta de grande nível, por contraponto ao Gil Vicente que perdeu gás.

Quanto ao resto ficou tudo na mesma. Tudo!

Começamos pela questão do título.

No final da primeira volta, o FCPorto era o líder, aliás foi-o sempre, embora nas primeiras três jornadas em igualdade pontual com algumas outras equipas, sendo

que na mudança de ciclo, tinha sete pontos de vantagem sobre o segundo classificado Sporting. Os Dragões tinham 52 pontos contra 45 pontos dos Leões.

No final, as posições foram as mesmas. Os azuis e brancos conseguiram 88 pontos, a segunda melhor pontuação de sempre, enquanto os de Alvalade ficaram-se pelos 82 pontos, curiosamente a mesma pontuação que na temporada passada tinha sido suficiente para vencerem o título. Houve uma diferença de 6 pontos.

O mesmo se passou na luta pelo segundo lugar que dá acesso à Liga dos Campeões da próxima temporada e que se correr muito bem dá acesso direto, sem passar pelas pré-eliminatórias, já que o Aston Villa, se vencer a final da Liga Europa, marcada para depois de amanhã, entrega essa enorme prenda, e que prenda, ao Sporting.

No final da primeira volta, na jornada 18 da Liga Portugal, os Leões tinham 45 pontos, contra os 42 pontos do Benfica que ocupava o terceiro lugar.

No final as duas equipas mantiveram o posicionamento na tabela classificativa, embora os encarnados tenham reduzido a diferença de 3 para 2 pontos. Curiosamente a equipa de José Mourinho que

está de saída, também conseguiu a mesma pontuação da temporada passada, só que aí deu para chegar à Liga dos Campeões, desta vez não.

A diferença, comparativamente com o ano passado, foi a brilhante prestação do FCPorto que conseguiu fazer mais 17 pontos, porque obteve mais 6 vitória e menos 1 empate e menos 5 derrotas. O FCPorto foi bastante melhor que a concorrência que repetiu os números anteriores, mas isso já era bem visível no final da primeira volta.

A mesma conclusão pode ser tirada em relação às equipas que desceram de divisão e à que vai jogar o play off.

No final dos primeiros 18 jogos, o Tondela era o penúltimo classificado e o Aves SAD o último. Repetiram a classificação no final dos 34 jogos. O mesmo se passou com o Casa Pia que dobrou a primeira volta em posição de play off e manteve esse lugar no final. Vai, a partir de quarta-feira. jogar com o Torrense esses dois jogos que valem a manutenção para um ou a subida para o outro.

Apenas na luta pela Liga Europa e Liga Conferência houve mudanças.

O final da primeira volta mostrava-nos o Gil Vicente no quarto lugar, com o Sporting Clube de Braga, no quinto posto, a 1 ponto de distância. Já o Famalicão ocupava, nessa altura, o sétimo lugar a 5 pontos dos gilistas.

No final, nesta luta entre minhotos, os bracarenses levaram a melhor e cortaram a meta no quarto lugar, com o Famalicão a realizar uma segunda volta excecional e a deixar os gilistas a 6 pontos de distância, o que significa que recuperaram 11 pontos nos últimos 18 jogos da Liga.

Caiu o pano sobre mais um campeonato. Competitivo. Com muitas decisões tomadas apenas nos últimos minutos. Polémico. Com muitas críticas aos árbitros, e com uma tendência de classificação que era evidente logo no final da primeira volta, pelo que não houve assim tantas surpresas.

A partir de agosto há mais.