Treinador: uma profissão de risco

O Sporting de Braga foi a primeira equipa a começar a temporada 26/27 e, na quinta-feira, é o Benfica. Para já 10 das 18 equipas da Liga Portugal mudaram de treinador, resta saber quantos serão os resistentes no final da época.

Treinador: uma profissão de risco

O Sporting de Braga foi a primeira equipa a começar a temporada 26/27 e, na quinta-feira, é o Benfica. Para já 10 das 18 equipas da Liga Portugal mudaram de treinador, resta saber quantos serão os resistentes no final da época.

Com o campeonato do mundo ainda na fase inicial – a seleção nacional só amanhã faz o segundo jogo da fase de grupos – o dia de hoje ficou marcado pelo regresso ao trabalho do Sporting Clube de Braga, sendo que o Benfica começa a preparar a temporada 26/27 a partir de quinta-feira.

Ambas as equipas têm os seus primeiros compromissos para as competições europeias no dia 23 do mês que vem, os bracarenses, na Sérvia, para a Liga Conferência, os encarnados, na Suíça, para a Liga Europa.

Em Braga, o espanhol Carlos Vicens vai continuar a treinar a equipa. No estádio da Luz e depois da novela Mourinho que durou quase um mês, é agora Marco Silva o senhor que se segue, ele que regressa ao futebol nacional dez anos depois de ter sido campeão na Grécia e de ter trabalhado em vários clubes da Premier League.

Aliás, para além do antigo técnico do Sporting, há ainda mais três regressos ao futebol nacional.

Pepa é o novo treinador do Estrela da Amadora, após cinco anos de trabalho na Arábia Saudita, Qatar e Brasil.

Bruno Pinheiro vai comandar o Académico de Viseu depois de uma passagem pela segunda divisão da Bélgica.

Já o neerlandês Mitchell van der Gaag volta, dez anos depois, ao comando técnico do Marítimo.

A maior parte das formações da Liga Portugal só vai regressar ao trabalho nos primeiros dias de julho, sendo que há duas delas que ainda não têm treinador escolhido, pelo menos que se saiba oficialmente.

No Vitória Sport Clube, de Guimarães, por causa das eleições da semana passada, Rui Rodrigues, o novo presidente, está a trabalhar no assunto e prepara-se para anunciar, em breve, Tiago Margarido. Gil Lameiras que a meio da última temporada trocou a equipa B pela principal, vai receber guia de marcha.

Também no Estoril-Praia, o escocês Ian Cathro deixou o futebol português para assinar pelos franceses do Saint-Étienne e porque a diretora desportiva Helena Costa também bateu com a porta, o processo está atrasado, mas deve ficar concluído ao longo desta semana.

Para além do Sporting de Braga são sete as equipas que mantiveram os treinadores. O campeão nacional FCPorto vai continuar a apostar em Francesco Farioli. O vice-campeão Sporting em Rui Borges. Hugo Oliveira mantém-se no Famalicão, Vasco Botelho da Costa no Moreirense e Sotiris Sylaidopoulos no Rio Ave. Petit renovou, entretanto, pelo Santa Clara e Vasco Seabra pelo Arouca.

São 10 as formações que apostam em novos técnicos, sendo que não deixa de ser curioso que as duas que subiram – Marítimo e Académico de Viseu – e as três que na última jornada estiveram na luta pela manutenção, mas cumpriram os objetivos – Estrela da Amadora, Nacional e Casa Pia – avancem noutros caminhos.

Também vão apresentar novos treinadores para a próxima temporada o Gil Vicente que aposta em Luís Pinto que ganhou a Taça da Liga pelos da cidade berço e foi despedido. O Alverca que foi buscar, aos juniores do FCPorto, o campeão nacional desse escalão Sérgio Ferreira que se estreia agora ao mais alto nível. Também o Nacional da Madeira aposta noutro novato, o antigo técnico da equipa B do Sporting, João Gião. Por fim, o Casa Pia tem agora Vasco Matos como novo técnico.

Dos 18 técnicos da Liga Portugal temporada 26/27, quatro são estrangeiro, como aconteceu no final da temporada passada, e 14 portugueses.

Como sabemos é assim que tudo vai começar, mas de certeza que não vai ser assim que tudo vai terminar.

Quando as coisas não estiverem a correr bem, a corda vai partir sempre pelo lado do elo mais fraco e a “chicotada psicológica” acaba por ser aparecer.

Confesso que não conheço profissão mais instável do que a de treinador de futebol.