Depois de fazer um orçamento, é importante acompanhá-lo. Consultá-lo com regularidade permite perceber se está a cumprir o plano definido e se as decisões de consumo estão alinhadas com as prioridades definidas. Ajuda também a evitar pequenos desvios que, quando acumulados, podem ter impacto no final do mês.
Um dos principais desafios no controlo do orçamento está na forma como tomamos decisões de consumo no dia a dia. Para facilitar a gestão diária, pode recorrer a algumas estratégias.
Na fase de planeamento, reserve uma parte do rendimento para a poupança. Comece com um valor realista, que o ajude a manter o foco e a criar o hábito de poupar. Encare essa poupança como uma despesa fixa, como a renda da casa ou a prestação de um crédito.
Colocar esse valor de parte logo no início do mês reduz a probabilidade de o gastar. Por exemplo, pode agendar uma transferência automática para sua a conta-poupança, de forma a todos os meses transferir o montante que definiu como objetivo de poupança.
Para evitar compras impulsivas, pode definir regras simples. Um exemplo é a regra das 24 horas: só compra algo depois de fazer uma pausa de 24 horas para reflexão. Este período de reflexão permite evitar gastos tentadores, mas que podem contribuir para desequilibrar o orçamento.
Como princípio, é aconselhável rever regularmente todas as despesas e reavaliar se continuam a ser necessárias. Será que apenas as mantém por hábito (como subscrições de plataformas para ver filmes e séries online)? E não haveria alternativas mais económicas?
Analise também as suas despesas com comissões bancárias. Consulte o extrato de comissões, que recebeu do seu banco em janeiro, e avalie a possibilidade de converter a sua conta numa conta de serviços mínimos bancários. Esta conta permite o acesso a um conjunto de serviços bancários considerados essenciais e tem, em 2026, um custo máximo anual de 5,37 euros.
Saiba mais no Portal do Cliente Bancário.