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Operações de guerra do exército português na Guerra Colonial. Coluna deslocando-se no mato, 1964. Fonte: RTP / Fundação Mário Soares, Arquivo Mário Soares – Fotografias Exposição Permanente, Pasta 06916.004.054

“De Cravo ao Peito”: o Movimento dos Capitães

Foi em junho de 1973, há 50 anos, que os militares portugueses iniciaram o seu boicote à guerra.

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“De Cravo ao Peito”: o Movimento dos Capitães

Foi em junho de 1973, há 50 anos, que os militares portugueses iniciaram o seu boicote à guerra.

O Movimento dos Capitães começou a desenhar-se na Guiné, em junho de 1973, quando centenas de militares contestaram o Congresso dos Combatentes do Ultramar. O Congresso, organizado por apoiantes do regime, defendia mais tropas para África. Começou no dia 1 de Junho, na cidade do Porto, mas ficou vazio de sentido quando mais de 400 oficiais do Quadro Permanente assinaram um documento enviado ao Congresso opondo-se a qualquer decisão que viesse a tomar.

O Capitão Vasco Lourenço foi um dos subscritores e recolheu assinaturas, em Lisboa. Verificou a poder que os contestatários tinham, após o silêncio do Governo de Marcelo Caetano. Na Guiné, o capitão Jorge Golias foi o primeiro militar a levantar a hipótese de pôr fim ao regime com uma “revolução armada”.

Ouvem-se entrevistas inéditas, ao General Spínola e ao Major Carlos Fabião, apoiantes desde o início da contestação dos militares que haveriam de libertar o país em abril de 1974. Entrevistas do Fundo Particular de Jósep Sánchez Cervelló, do Arquivo Histórico Militar. Para ouvir no novo episódio, E tudo na Guiné começou.

De Cravo ao Peito, com autoria e realização de Mário Galego, encontra-se disponível em podcast e na RTP Play.