Fotógrafa, mais emocional do que racional, a mulher que dança com a arte do olhar.
Prestes a render a sua homenagem ao teatro, com a exposição “A Luz que Ficou – Um retrato íntimo do São Luiz” convida-nos a conhecer o janelão da sua vida.
Estelle Valente costuma dizer que o janelão do primeiro andar do Teatro de São Luiz, tem ao final da tarde, a melhor luz de Lisboa.
Sabe tão bem do que fala que não descansou sem presentear o público com uma sessão especial de retratos, lá no janelão, a 22 de Maio, data em que o teatro cumpre mais um aniversário. Temo que muitos fiquem só mesmo à janela e que a Estelle não tenha mãos a medir com tão generoso presente.
Mas se assim for, observá-la de máquina em prontidão, procurando o melhor ângulo de cada rosto, será também um momento de contemplação e descoberta.
“Eu danço quando fotografo”, exclama a mulher que se aventurou por Lisboa, procurando ser feliz.
A professora universitária de macroeconomia, chegou a Portugal, já lá vão uns 15 anos, sem trabalho, e sem saber que a fotografia mudaria a sua vida.
Primeiro com a fadista Gisela João, mais tarde com a programadora Aida Tavares, iniciando uma colaboração com o São Luiz que se prolongou por 10 anos. É esse mundo que agora se revela na exposição “A Luz que Ficou – um retrato íntimo do São Luiz”, com inauguração marcada para o dia 27 de Março, Dia Mundial do Teatro.
Falamos à janela da rádio, com a verdade que procura nos retratos e com as emoções que amplia e “borra” para revelar ” aquilo que não existe”.
Estelle Valente é Pessoa para Isso.