Imagem de Maria Rueff no “Sou Pessoa para Isso”
Fotografia de Maria Rueff: DR

Maria Rueff no “Sou Pessoa para Isso”

Teresa Dias Mendes entrevista a atriz a propósito do seu regresso às tábuas do palco, com "O Elogio do Riso".

Imagem de Maria Rueff no “Sou Pessoa para Isso”

Maria Rueff no “Sou Pessoa para Isso”

Teresa Dias Mendes entrevista a atriz a propósito do seu regresso às tábuas do palco, com "O Elogio do Riso".

Atirar-se para fora de pé “para não morrer como artista”.

A actriz volta às tábuas do palco com “O Elogio do Riso”.

Onde a comédia abre janelas para os lugares mais íntimos da Humanidade.

No gabinete do director artístico da companhia de teatro de Almada, a literatura para a peça em cena salta à vista.

Escritores, filósofos, artistas, criadores, psiquiatras, santos e pecadores, e Aldo Palazzeschi, cujo manifesto “A contrador” foi a bússola desta peregrinação às origens do riso.

A longa caminhada da criação é também o propósito desta conversa, o momento em que se mete uma ideia na cabeça, se mergulha, em que se diz “Sou Pessoa para Isso”. Maria Rueff, prestes a chegar, vai despindo a pele do velho Marcolino Coimbra, porteiro do teatro,tomado nestes dias por uma companhia inglesa.

“O Elogio do Riso” é o seu manifesto sobre a arte da comédia, a homenagem da actriz aos mestres, mas é também um olhar sábio, arguto, cirúrgico, sobre os tempos que vivemos.

A miúda que sonhava na empena dumas águas furtadas, que quis ser freira mas cresceu actriz, que comia sopas de leite com pão rindo a bandeiras despregadas com a família, é hoje a mulher que reclama bondade e empatia, que nos pede a escuta do outro. A comediante que honra os comediantes, sujando-se para dar o palco ao sr. Marcolino.

Até ao final de Novembro, Maria Rueff é “Pessoa para Isso”.

Texto e programa de Teresa Dias Mendes