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Postal do Dia
Imagem de Nuno Morais Sarmento conhece melhor o Inferno do que o Céu
Imagem de Postal do Dia

Postal do Dia

Luís Osório | 22 abr, 2024, 18:50

Nuno Morais Sarmento conhece melhor o Inferno do que o Céu

A história de sobrevivência e coragem de Nuno Morais Sarmento, que conhece bem melhor o Inferno do que o Paraíso.

Imagem de Nuno Morais Sarmento conhece melhor o Inferno do que o Céu
Imagem de Postal do Dia

Postal do Dia

Luís Osório | 22 abr, 2024, 18:50

Nuno Morais Sarmento conhece melhor o Inferno do que o Céu

A história de sobrevivência e coragem de Nuno Morais Sarmento, que conhece bem melhor o Inferno do que o Paraíso.

1.

Conheci Nuno Morais Sarmento muito superficialmente.

Enquanto ministro de Durão Barroso convidou-me, por influência de Helena Vaz da Silva, para um grupo de reflexão sobre o serviço público de televisão.

Depois trocámos palavras em dois ou três momentos.

Pareceu-me sempre uma figura interessante.

Um homem inteligente que parecia passar pela vida com a arrogância de dela não depender – de famílias privilegiadas fazia por se distanciar dos paradigmas, não era a personificação do “menino bem”, quando o víamos parecia carregar um peso que precisava de exorcizar.

Revelou publicamente um passado em que foi dependente de droga. Fê-lo antes de ser nomeado ministro, antecipou-se a qualquer notícia que pudesse sair, fez o que tinha a fazer, mas com dignidade e enorme coragem pessoal.

2.

Tornou-se influente no PSD.

Foi um ministro e é um advogado requisitado, mas há sempre nele uma sombra.

Um ruído.

Uma reticência.

Um “mas” que parece trazer à lapela.

Um pecado por redimir.

3.

Ofereceu o seu tempo a causas que fez questão de apoiar. Deu apoio jurídico gratuito ao Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão ou em associações de prevenção da toxicodependência.

E ao mesmo tempo fazia boxe em ginásios habitados por vencidos.

A sua vida é estranha.

Não pela estranheza de alguma coisa por dizer, mas pela incrível soma de pequenas tragédias que o foram travando, como se a vida lhe dissesse que não pode tudo, que não lhe é permitido tudo.

A entrevista que deu a Vítor Gonçalves na RTP foi, desse ponto de vista, reveladora.

Contou dos motivos para ter desaparecido mais uma vez nestes últimos anos.

Vários meses nos cuidados intensivos, vários meses entre a vida e a morte com um cancro no pâncreas.

Vários meses a ver o seu corpo a rebentar por dentro, o seu olhar a encovar, doze cirurgias, dezasseis anestesias gerais, uma dor permanente e inconcebível.

4.

Nuno Morais Sarmento não tinha de o revelar, mas voltou a dar a cara.

A dizer que não há nenhum dia em que não tenha dores.

A dizer que nunca se esquecerá do olhar do filho quando os médicos lhe pediram para se despedir do pai.

A dizer que não viu nenhum túnel por que se calhar não irá para o Céu.

Estive poucas vezes com Nuno Morais Sarmento, mas gosto dele.

Gosto de pessoas assim.

De gente que vive em combate pela vida e com a vida.

Talvez o Céu seja isso.

Texto e programa de Luís Osório


Ouça o “Postal do Dia” na Antena 1, de segunda a sexta-feira, pelas 18h50. Disponível posteriormente em Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e RTP Play.
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