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Imagem de O comboio da Inteligência Artificial não vai parar, mas para na “Terra Média”
Programas Antena 1 16 fev, 2026, 19:19

O comboio da Inteligência Artificial não vai parar, mas para na “Terra Média”

A caixa de Pandora está aberta. Entre a distopia e o otimismo, a inteligência artificial continua por aí... e já tem uma rede social.

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Programas Antena 1 16 fev, 2026, 19:19

O comboio da Inteligência Artificial não vai parar, mas para na “Terra Média”

A caixa de Pandora está aberta. Entre a distopia e o otimismo, a inteligência artificial continua por aí... e já tem uma rede social.

Imagem de O comboio da IA não vai parar

O comboio da IA não vai parar

A caixa de pandora está aberta. Entre a distopia e o otimismo, a IA continua a conquistar terreno... e até já tem uma rede social.

Mais Episódios

Já tínhamos previsto que 2026 seria o ano em que as críticas à Inteligência Artificial subiriam de tom. Vamos ainda no segundo mês e a profecia parece estar a cumprir-se. O elogio e o entusiasmo continuam presentes, cada vez mais contidos, mas caminham agora lado a lado com a ansiedade, a crítica e um crescente desconforto público.

A IA deixou de ser apenas uma promessa tecnológica: tornou-se uma força estrutural — e, como todas as forças estruturais, concentra poder, capital e controvérsia.

Num setor onde a palavra de ordem é concentração, há uma empresa que segue destacadíssima na frente. A Nvidia entrou no clube muito exclusivo das empresas avaliadas em 5 biliões de dólares, tornando-se a primeira do mundo a atingir essa marca histórica.

A antiga marca mítica para gamers transformou-se no verdadeiro pivot da revolução da IA. É para as suas GPUs que flui o capital, são os seus chips que alimentam modelos de linguagem, centros de dados e ambições geopolíticas. Nem a China consegue prescindir dela, e a recente aprovação para vender chips avançados ao mercado chinês mostra como, mesmo em tempos de tensões estratégicas, a dependência tecnológica fala mais alto.

Mas esta ascensão tem custos. E, ironicamente, parecem estar a recair sobre os utilizadores tradicionais. Com fabricantes a reverem preços, as GPUs da Nvidia e da AMD podem subir significativamente. O que antes era hardware para gaming é hoje infraestrutura crítica de IA, e o mercado ajusta-se à nova realidade.

A pergunta impõe-se: quando uma empresa se torna o coração de uma tecnologia transformadora, quem paga a conta?
🔗 GPUs da Nvidia e AMD podem subir com novos custos dos fabricantes – (Digitaltrends, 26 de janeiro)

O Calcanhar de Aquiles: os ‘tech-bros’

Se a infraestrutura da IA se concentra em poucas empresas, a sua narrativa também parece concentrar-se em poucos nomes. Durante décadas, o namoro entre a opinião pública e os bilionários da tecnologia foi relativamente harmonioso, com protagonistas relativamente dóceis, como Bill Gates e Steve Jobs.

Esse encanto parece, no entanto, estar a desvanecer-se.

A capa da revista Time distinguiu os “Arquitetos da IA” como Person of the Year 2025, celebrando os rostos por trás da revolução tecnológica. Ao mesmo tempo, nas redes sociais, multiplicam-se compilações de declarações polémicas de figuras como Larry Ellison ou Peter Thiel — muitas vezes associadas a ideias de vigilância, poder concentrado e visões quase messiânicas do futuro.

Architects of AI' named Time Magazine's Person of the Year

O contraste é gritante: enquanto os media elevam os “arquitetos”, parte do público começa a vê-los como potenciais riscos sistémicos. Até no setor mediático se sentem abalos. O chamado “banho de sangue” no The Washington Post, com despedimentos significativos sob a liderança de Jeff Bezos, reforça a perceção de que o poder tecnológico não é neutro — e que as decisões estratégicas têm impacto direto na esfera pública.

🔗 Banho de Sangue no Washington Post: Bezos despede 1/3 dos funcionários (The Independent, 5 de fevereiro)

Moltbook: quando os humanos fingem ser bots

A semana trouxe um episódio alegórico do nosso tempo. A Moltbook, uma nova rede social criada exclusivamente para agentes de IA, tornou-se viral. Desenvolvida por Matt Schlicht, CEO da Octane AI, a plataforma foi concebida como um Reddit para chatbots: um espaço onde agentes conversariam autonomamente entre si.

A ideia era simples e perturbadora: utilizadores pediriam aos seus bots que criassem contas e interagissem na plataforma sem intervenção humana direta. Mas rapidamente se descobriu que muitos humanos estavam infiltrados, orientando conversas ou falando diretamente em nome dos seus bots. Um hacker chegou mesmo a fazer-se passar por uma conta associada ao Grok. A ironia é deliciosa e inquietante: se antes tínhamos bots a fingir ser humanos, agora temos humanos a fingir ser bots.

A internet tornou-se mais precária. A fronteira entre agência humana e artificial já não é apenas filosófica, mas operacional. E a questão da cibersegurança ganha um novo contorno: não é preciso uma IA descontrolada para criar caos. Basta um humano suficientemente engenhoso

🔗 Humanos estão a infiltrar-se na rede social da IA (The Verge, 3 de fevereiro)

Outras fontes do episódio:

🔗 Slopaganda de Trump afunda-se num novo mínimo (Newsweek, 6 de fevereiro)

📺 Resist and Unsbscribe: A guerra económica contra o ICE (Scott Galloway 30 de jan)

📺 Autores de “The AI Doc: Or How I Became an Apocaloptimist” em Sundance (LA Times (27 de janeiro)

🔗 Este comboio não vai parar: Documentário sobre promessas e perigos da IA (The Guardian, 28 de janeiro)

🔗 Como vai acontecer o Crash da IA  (The Atlantic, outubro de 2025)

Terra Média

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