A dança é a sua descoberta de todos os dias. Continua a ser.
Celebradas as datas redondas, 70 anos de vida, 50 de carreira e 30 da sua própria companhia.
Chega a 2026 com a promessa de um “Oásis” e pronta para a longa caminhada de uma tetralogia, em que se desafia a criar um “Manual Incompleto da Humanidade”.
Falaremos disso e da alegria que é regressar aos palcos, após a ausência (mais de uma década) imposta por doença.
Não que tenha abandonado a dança. Continuou a programar, coreografar, a procurar os homens sensíveis e as mulheres poderosas de que se rodeia para dar largas à arte da criação. Continuou a ser fiel aos cadernos , desenhando os passos em volta e os outros que hão-de vir…
“O Salvado”, solo com que celebra o esplendor dos setenta, é a mais íntima viagem com o seu público.
Colando a palavra ao corpo, despindo-se.
Olga Roriz é “Pessoa para Isso”.