Em Agosto de 2025, um incêndio que começou numa encosta do Piódão acabou por se tornar o maior de sempre em Portugal em área ardida, consumindo mais de 64 mil hectares, o equivalente a mais de 90 mil campos de futebol.
Mais de seis meses depois, regressamos à serra para perceber o que fica quando as chamas se apagam: encostas despidas, rios cheios de cinzas, campos agrícolas danificados e perguntas que continuam por responder.
Pelas aldeias, os habitantes tentam lidar com as consequências do fogo e conviver com uma paisagem que ainda não recuperou as cores de outros tempos. “Aquelas cores que a montanha se coloca na primavera: o rosa, o verde, o amarelo, o roxo, todas essas cores são muito lindas na nossa montanha aqui. Ainda vai demorar pelo menos uns dois anos.”
Ao longo desta viagem entre o Piódão, Avô, Moura da Serra e Arganil, cruzamos histórias de quem vive e trabalha nesta região e tentamos perceber também como é que um fogo que começou numa encosta da serra do Açor acabou por se tornar o maior de que há registo no país.
“Inverno na Serra Queimada” é uma grande reportagem do A1 Doc sobre as marcas que o fogo deixou na paisagem e nas pessoas.