Imagem de Reportagem sobre o empresário José Teixeira: “O Rapaz de Pavio Curto”
CM Braga

Reportagem sobre o empresário José Teixeira: “O Rapaz de Pavio Curto”

No "A1 Doc" desta semana, a jornalista Cláudia Aguiar Rodrigues vai até Braga conhecer José Teixeira.

Imagem de Reportagem sobre o empresário José Teixeira: “O Rapaz de Pavio Curto”

Reportagem sobre o empresário José Teixeira: “O Rapaz de Pavio Curto”

No "A1 Doc" desta semana, a jornalista Cláudia Aguiar Rodrigues vai até Braga conhecer José Teixeira.

José Teixeira cresceu, literalmente, a partir pedra. A pedreira do pai, em Braga, foi o primeiro mundo que conheceu logo aos 11 anos, com as mãos a ficarem ásperas antes do tempo. Tanto que se escondia dos colegas com um chapéu grande e passava nívea nas mãos antes de aparecer na escola.

Hoje é um dos maiores empresários da construção em Portugal. Mas o percurso entre aquela criança e o homem de hoje não se fez sem uma carrinha da Gulbenkian a aparecer no bairro, sem os escuteiros, sem uma professora de filosofia ou sem o Zaratustra lido aos 17 anos com apontamentos na margem.

Neste retrato sonoro, José Teixeira contou à repórter Cláudia Aguiar Rodrigues sobre as marcas que o trabalho infantil deixou no corpo, sobre o que os livros fazem a quem não os tinha em casa e partilhou a convicção de que uma empresa só existe de verdade se tiver alma. Ele acredita que a alma se alimenta de cultura, de poesia partilhada por todos os trabalhadores da empresa, logo às oito da manhã, ou de teatro para quem nunca foi ao teatro na vida.

Para além de empresário, ele é também colecionador de arte e mecenas e é o fundador do novo “Muzeu”, em Braga, que junta a arte contemporânea ao pensamento.

É um espaço que, para além do usufruto da arte, é pensado para o debate, conferências e espetáculos.

Na base da inspiração de José Teixeira está o 25 de Abril e é por isso que há sempre uma jarra com cravos frescos no seu escritório.