Artista plástica, curadora e gestora cultural.
Formada em Filosofia, porque a arte de pensar atravessa todo o seu caminho.
“Ar, Água, Terra, Fogo” é a sua dança com as cores e as formas.
A exposição pode ser vista até 12 de Junho em Lisboa.
“Sou uma mulher sempre insatisfeita”, afirma sem rodeios Elisa Ochoa.
A miúda que quis ser bailarina, mas que entregou o corpo às artes visuais.
A sua natureza irrequieta não dispensa o movimento e nem a reflexão.
Conjugando aprendizagens, preocupações e uma vontade irrequieta de criar.
É formada em Filosofia, uma luz que a “ilumina”, tem um mestrado em Filosofia e Estética da Arte, outro em Museologia e Museografia, foi bolseira da Gulbenkian e da FLAD e rumou a Nova Iorque, onde numa década foi actriz, professora e deu por ela a pintar. Foi “para se perder e desamarrar”, e também aprendeu a pescar.
Apaixonou-se, foi mãe e nas palavras da pequena Beatriz “é uma boa escolhedora”.
Voltar a uma certa simplicidade da forma de pensar, é o princípio desta nova exposição “Ar, Água, Terra, Fogo”, até dia 12 de Junho, na galeria António Prates, em Lisboa. E a partir de Setembro, na Madeira.
Gostava de ter uma casa no campo, e isso me faz perguntar o que sobra da Mulher Pássaro que habitou as primeiras pinturas da artista? Talvez a poesia de Jorge Sousa Braga nos ajude a decifrar uma resposta.
Elisa Ochoa é “Pessoa para Isso”.