Imagem de Teresa Dias Mendes entrevista Pedro Caldeira Cabral

Teresa Dias Mendes entrevista Pedro Caldeira Cabral

A celebrar uma década, o festival Soam as Guitarras termina este sábado com o concerto de Pedro Caldeira Cabral no palco das Artes, em Vila Nova de Cerveira.

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Teresa Dias Mendes entrevista Pedro Caldeira Cabral

A celebrar uma década, o festival Soam as Guitarras termina este sábado com o concerto de Pedro Caldeira Cabral no palco das Artes, em Vila Nova de Cerveira.

Multi-instrumentista, compositor, investigador e mestre violeiro, pois não lhe bastava o conhecimento, quis também aprender a carpintaria do ofício.

O encanto pelo som das guitarradas que ouvia na rádio, ainda miúdo, transformou a sua vida, abraçando o instrumento e dedilhando as cordas, cuidando de nos chamar para o silêncio da escuta.

Vive entre Lisboa e a aldeia de Freixiel, em Vila Flor e caminha pelos sons do mundo à descoberta, sempre desassossegado.
Este sábado, em Vila Nova de Cerveira, volta a subir ao palco ao cair da noite e convida-nos a fazer uma viagem de cinco séculos de música, dos cancioneiros medievais de Pedro de Escobar até às suas próprias composições. Uma “Antologia da Cítara Portuguesa”, nome que continua a pregar para a guitarra portuguesa, embora reconheça que “anda a pregar no deserto”. E até nos surpreenda com outros nomes dados ao instrumento nos seus verdes anos como “banza” ou “bacalhau”.

Cada conversa é também uma viagem.

Pedro Caldeira Cabral é “Pessoa para Isso”.

Texto e programa de Teresa Dias Mendes