Quando o assunto é o Orçamento do Estado para 2027 (OE27), o secretário-geral do Partido Socialista (PS) envia um recado ao primeiro-ministro: “não tomem esta disponibilidade do PS para a estabilidade como um dado adquirido”.
José Luís Carneiro garante que o PS, acima de tudo, quer contribuir para a estabilidade do país, mas isso não significa que viabilize o OE27.
Em entrevista ao programa da Antena 1, Política com Assinatura, o líder socialista avisa Montenegro: “o primeiro-ministro deve ter consciência de que só nos pronunciaremos em concreto sobre o OE após o cumprimento da sua palavra em relação a estas matérias e depois de avaliarmos a proposta de Orçamento”.
Carneiro refere-se àquilo que considera essencial para viabilizar o Orçamento: a revisão constitucional, a proteção das pensões, os investimentos pós-Plano de Recuperação e Resiliência e os apoios às vítimas das tempestades.
“O Governo… já vi que está a procurar um bode expiatório porque o Governo desbaratou um saldo orçamental superior a 3 mil milhões de euros com políticas facilitistas e agora é evidente que tem mais dificuldades para responder a um momento de maior dificuldade”, atira José Luís Carneiro que faz ainda outro aviso: “se o Governo falhar nos seus deveres de contas públicas certas e sustentáveis não irá atirar a responsabilidade ao PS, porque já dei orientações políticas ao grupo parlamentar de que qualquer proposta que venha a ser apresentada em sede de orçamento não pode colocar em causa a sustentabilidade das finanças públicas “.
Ao Política com Assinatura sublinha aquilo que tem vindo a dizer: que o PS não apresentará nem aprovará medidas inscritas no OE que possam implicar défice.