Jaime Nogueira Pinto é o próximo entrevistado de Luís Osório. Um homem que nasceu num tempo de esperança. A 2.ª Guerra Mundial terminara no ano anterior e a Europa estava em reconstrução. Mas ao mesmo tempo a Rússia dividia o mundo com os Estados Unidos, o comunismo multiplicara o seu poder e nascia o Estado de Israel. A juventude de Jaime Nogueira Pinto é vivida em Guerra Fria e com Salazar em São Bento.
Participa em movimentos de jovens intelectuais do regime e quando se dá o 25 de Abril tem menos de 30 anos, é fortemente idealista e, apesar de recém-casado com Maria José Nogueira Pinto, voluntaria-se para ir para Angola onde vive os últimos dias de guerra. Tentam prendê-lo em Luanda e Maria José vai ao seu encontro. Fogem os dois para a África do Sul onde são acolhidos como refugiados. É um dos mais brilhantes intelectuais em Portugal.
Culto, idealista, às vezes provocador e na primeira linha entre os que dedicaram a vida a combater a ideia de que a esquerda é cultural e socialmente hegemónica. Defende o legado de Salazar. É nacionalista. Católico. E conservador.