A queda do Leão

O FC Porto está a uma vitória de se sagrar campeão nacional. Já o Sporting nem depende de si próprio para garantir o segundo lugar e a entrada na Liga dos Campeões. Agradece o Benfica e José Mourinho que depois de terem atirado a toalha ao chão, já a foram buscar para a pendurar no cabide.

A queda do Leão

O FC Porto está a uma vitória de se sagrar campeão nacional. Já o Sporting nem depende de si próprio para garantir o segundo lugar e a entrada na Liga dos Campeões. Agradece o Benfica e José Mourinho que depois de terem atirado a toalha ao chão, já a foram buscar para a pendurar no cabide.

A três jornadas do fim do campeonato, o FC Porto está a uma vitória de se sagrar campeão nacional.

Quatro temporadas depois da última conquista que aconteceu na época 21/22, na qual os Dragões com Sérgio Conceição aos comandos bateram o recorde de pontos conquistados, Francesco Farioli pode repetir essa façanha, mas terá de vencer todos os três jogos que faltam, até ao final desta época, para voltar a repetir os estratosféricos 91 pontos.

O encontro com a história e com o título número 31 está marcado para sábado, às oito e meia da noite, com o Alverca, frente o seu público.

Esta foi a principal conclusão da jornada deste fim de semana da Liga Portugal. O FC Porto cumpriu a sua parte ao derrotar o Estrela da Amadora, por 2/1, apesar das dificuldades sentidas na segunda parte do desafio.

Uma vitória que, em minha opinião, condicionou e de que maneira o Sporting na deslocação à Vila das Aves para o jogo com o já despromovido AVS.

Os Leões, apesar de terem dominado todo o jogo – tiveram uma posse de bola brutal – não foram além de um empate a um golo.

É certo que o Sporting parece aquele carro que a meio da autoestrada ficou sem combustível e cujo condutor ou espera pela assistência em viagem ou arranja uma boleia para ir buscar um jerrican que lhe permita ter a possibilidade em chegar ao final da viagem.

A equipa está exausta do ponto de vista físico. Não é por acaso que nos últimos quatro jogos não conseguiram nem uma vitória – três empates e uma derrota, em casa, com o Arsenal. Do mal o menos conseguiram, no meio deste turbilhão, garantir o apuramento para a final da Taça de Portugal, prova em que são os favoritos.

É certo que sempre se podem queixar das muitas lesões que têm assolado o plantel, algumas de longa duração, um pouco à imagem e semelhança do que aconteceu na época passada, mas parece-me que a gestão feita por Rui Borges não terá sido a mais correta, isso e o mercado de janeiro que não ajudou a criar outras soluções. São duas situações a serem melhoradas.

A par disso, ontem, na Vila das Aves pareceu-me uma equipa que do ponto de vista psicológico também já teve melhores dias, porque se o campeonato já está entregue, o segundo lugar não, sendo que depois do empate com o AVS, os Leões já nem dependem de si próprios para lá chegarem e entregaram o mapa da Liga dos Campeões ao Benfica.

A equipa não foi capaz de reagir a tudo isto!

Com o FC Porto à beira de festejar o título, com o Benfica muito mais fresco que o Sporting e na luta pelo segundo lugar, apesar do calendário ser, na teoria, mais complicado, a formação de Rui Borges vai ter de ir ao fundo do baú buscar as forças que, nestes últimos jogos, não teve. Se isso não acontecer arrisca-se a morrer na praia.

Uma última nota para o regresso do histórico Marítimo da Madeira à principal liga do futebol português.

Três temporadas e muitos problemas depois, os “Leões da Almirante Reis” ou o “Maior das Ilhas”, como diz o hino, está de volta para cumprir a época número 44 na Liga Portugal.

Em primeiro lugar importa destacar o excelente trabalho que foi realizado por Miguel Moita, neste seu primeiro trabalho a solo, depois de ter acompanhado durante vários anos o madeirense Leonardo Jardim como adjunto. Mérito igualmente para Vitor Matos que começou a época, ele que foi adjunto de Jurgen Klopp, no Liverpool.

Por fim saudar o regresso de uma equipa que tem público, que enche as bancadas do seu estádio e que arrasta gente àqueles que visita.

É muito disto que precisa o futebol português como de pão para a boca.