A verdadeira história das meias que desaparecem

Para onde vão as meias que desaparecem? Todos já nos perguntámos sobre um dos grandes mistérios da humanidade. Há respostas científicas para isso, mas não são verdadeiras.

A verdadeira história das meias que desaparecem

Para onde vão as meias que desaparecem? Todos já nos perguntámos sobre um dos grandes mistérios da humanidade. Há respostas científicas para isso, mas não são verdadeiras.

1.

Para onde vão as meias que desaparecem?

É uma pergunta importante e impossível de desvalorizar.

Todos os anos, o número de meias desirmanadas é maior do que aquelas que são fiéis ao mesmo par.

É bem possível que as meias tenham pancada ou sejam influenciadas pela nossa tendência crescente para o divórcio…

…ou então guardam e acumulam a energia dos nossos pés e partem à aventura logo que têm a bateria carregada.

2.

Já pensei na possibilidade.

Os galos e as galinhas não andam sem cabeça?

Só com a energia que lhes sobra da vida que perderam?

Bem, isto para não dar o exemplo das baratas que são capazes de viver vários dias tendo perdido a cabeça e o pequeno cérebro.

3.

Estou a ir por um caminho que não desejava, mas isto faz-me pensar.

Onde raio estão as meias que perdi?

Trato-as bem, falo com elas, minto-lhes até sobre o afeto que sinto.

Chego a pensar que resulta, mas depois, num ritmo infernal e incompreensível, recomeçam a fugir…

…algumas conseguem até desaparecer da máquina de lavar, o que é extraordinário e perturbante, é como se escapassem de Alcatraz ou fossem um Houdini ressuscitado numa versão 2.0.

4.

Não me venhas falar do tambor da máquina.

Ou da cuba.

Ou das dobras da borracha

Ou da bomba de drenagem.

Ou no filtro.

Não me venhas com estórias da carochinha.

Tenho absoluta certeza de que há uma outra explicação.

Talvez uma estória de amor impossível.

Uma paixão ingovernável e louca.

Um rapto de extraterrestres cujos pés são feitos de gelo.

O a existência de um planeta habitado por meias livres, bem cheirosas e felizes.

Pergunta esta noite aos teus filhos mais pequenos, se é verdade ou não o que juro.

E depois conta-me o que te disseram.

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