É apenas mais uma prova, se tal fosse necessário, do crescimento do Sporting Clube de Braga ao longo deste primeiro quarto do século XXI.
Ao vigésimo desafio europeu da temporada, os minhotos jogam, frente ao Friburgo, da Alemanha, mais daqui a pouco, às oito da noite, a presença na segunda final europeia da sua história. A presença na final da Liga Europa desta temporada.
Para chegarem aqui os bracarenses já fizeram dezanove jogos.
Tudo começou, no dia 24 de julho do ano passado, já lá vão quase dez meses, quando em Sófia, na capital da Bulgária, na 1ª mão da segunda pré-eliminatória de acesso à fase regular da Liga Europa, empataram 0/0, com o Levski que no entretanto venceu o campeonato búlgaro.
Daí para cá e até ao dia de hoje, foram dezanove jogos europeus em que conseguiram 13 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas: com o Genk, da Bélgica, na Pedreira, ainda na fase de liga e depois, na primeira mão dos oitavos de final, com o Ferencváros, da Hungria.
Pelo caminho foram ficando equipas como o Feynoord, Celtic de Glasgow e o Estrela Vermelha de Belgrado que tinham começado a temporada na Liga dos Campeões.
Nos quartos de final foi a vez do Bétis de Sevilha ser ultrapassado, frente ao seu público, em pleno estádio La Cartuja cheio que nem um ovo.
Quinze anos depois de Dublin, da única final europeia totalmente portuguesa e que acabou por ser vencida pelo FCPorto, então treinado pelo agora Presidente André Vilas Boas, o Sporting de Braga tenta garantir o apuramento para o jogo decisivo, sendo que depois vai, seguramente, querer fazer diferente do que fez em 2011.
Para já são os minhotos que estão em vantagem porque venceram a primeira mão, em Braga, por 2/1, com o golo do extremo Mário Dorgeles, apontado já na compensação. Não é muito, mas é uma vantagem e, como sabemos, candeia que vai à frente alumia duas vezes.
É certo que à equipa de Carlos Vicens a via para chegar à final tem dois caminhos, porque o empate é suficiente, mas também costuma-se dizer, com inteira razão, que quem joga para empatar acaba por perder e o técnico espanhol já avisou que estão na Floresta Negra para tentar derrotar o Friburgo. Não pode ser de outra forma.
Os alemães que em casa, na Liga Europa, nunca vacilaram: ganharam todos os seis jogos que realizaram, mas, como os minhotos sabem, há sempre uma primeira vez para tudo e, neste caso, para acabar com esta estatística.
Para ajudar à festa, o Friburgo não tem outra via para chegar às competições europeias da próxima temporada a não ser tentar ganhar a Liga Europa.
Pelo sétimo lugar no campeonato não vão conseguir e pela Taça da Alemanha também não porque foram eliminados pelo Estugarda, no mês passado, nas meias-finais.
Não vai ser nada fácil. Mas que é possível a António Salvador, jogadores, técnicos e adeptos lá chegarem, lá isso é.
Que a força esteja com o Sporting Clube de Braga e que no dia 20 o futebol português se mude de armas e bagagens para Istambul, o palco da final da Liga Europa desta temporada.
Que os bracarenses escrevam mais esta página de ouro do nosso futebol e consigam atingir a oitava final portuguesa da Liga Europa, o que já não acontece desde 2014, quando, em Turim, no Estádio da Juventus, o Benfica de Jorge Jesus perdeu frente ao Sevilha nas grandes penalidades.