Nestes últimos dias tenho estado na Exponor, em Matosinhos, incluído na equipa da RTP que faz a cobertura do Rali de Portugal.
É, muito provavelmente, um dos principais e mais importantes acontecimentos desportivos que se realizam, todos os anos, no nosso país.
Acredito que possa mesmo ser o mais importante, se bem que no ano vem vai ter de dividir as atenções com o mundial de Fórmula 1 que, finalmente, regressa a Portugal.
Para chegar a esta conclusão bastou-me ouvir os principais pilotos oficiais que competem no mundial da especialidade, que por cá estão, para perceber o carinho e o respeito que têm por este rali.
Todos elogiam o percurso, as paisagens, as dificuldades das classificativas, a organização do Automóvel Clube de Portugal, mas, principalmente, os fãs.
É isso que torna o Rali de Portugal tão especial.
Os portugueses gostam e vibram com os ralis e isso é visível na forma como, anos após ano, seguem esta competição que não tarda nada vai chegar aos sessenta anos de vida e de muitas histórias.
É algo que se sente e que agrada aos pilotos.
Ao longo dos quatro dias de competição são milhares e milhares os adeptos à beira da estrada: famílias completas, grupos de amigos, que marcam férias, faltam ao trabalhou ou às aulas e se organizam para ver os carros.
No fundo, para fazerem parte de uma festa que enche as estradas e as serras da região centro e do norte de Portugal.
É um ambiente único e especial.
Há quem diga, por aqui, que quem nunca foi a Fafe, quem nunca dormiu junto ao famoso salto, para marcar
lugar – há gente que já lá está desde quarta-feira – quem nunca passou por Arganil ou pela Lousã, nunca vai compreender a magia disto!
Não tenho a mínima dúvida que esta competição é muito mais do que isso.
É muito mais do que uma mera corrida de automóveis que tem um enorme retorno financeiro para as regiões por onde passa e, também, para o país.
É quase uma religião e isso não se explica, apenas se pratica.
Que esta competição se mantenha por muitos e bons anos no mundial de ralis são os votos que faço depois desta minha semana de campo.
Agradecem os milhares de fãs que não passam sem ela.
Antes de fechar quero deixar algumas notas desta semana que não podem, de todo, passar em claro.
A primeira para o Sporting Clube de Braga que ontem não conseguiu chegar à final da Liga Europa.
Aquela ideia de que o futebol eram 11 contra 11 e no fim ganhava a Alemanha foi chão que já deu uvas.
Fico com a sensação de que, se não tivesse sido a expulsão, logo aos 5 minutos, o desfecho teria sido diferente e favorável à equipa portuguesa
Seja como for, o que os bracarenses fizeram nesta Liga Europa só merece elogios, mas, reconheço que falta a cereja no topo do bolo que era a viagem até Istambul.
Ainda no futebol, o Paris Saint Germain, o campeão europeu em título, que perdeu com o Sporting, em Alvalade, na fase regular, que tem os portugueses Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos, como figuras cimeiras, está outra vez na final da Liga dos Campeões onde vai defrontar o Arsenal que eliminou os leões, nos quartos de final da prova. Curioso!
Por fim, no voleibol masculino, o Sporting sagrou-se bicampeão nacional. Foi um atar e por ao fumeiro. Só precisaram de três jogos para derrotarem o Benfica, e, até se deram ao luxo, de não perderem um único set. Notável!