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Fotografia: Pixabay

Detetou um movimento que não reconhece na sua conta?

Simule o impacto das alterações na Euribor na sua prestação, avalie como se reflete no seu orçamento e planeie o que pode fazer para o ajustar, aconselha o Banco de Portugal.

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Detetou um movimento que não reconhece na sua conta?

Simule o impacto das alterações na Euribor na sua prestação, avalie como se reflete no seu orçamento e planeie o que pode fazer para o ajustar, aconselha o Banco de Portugal.

Consultar regularmente os movimentos das contas bancárias é um hábito fundamental para garantir a sua segurança financeira e uma melhor gestão do orçamento.

Esta verificação permite detetar operações não autorizadas, nomeadamente em situações de burla, e agir rapidamente junto do banco. A consulta frequente dos movimentos é também importante para acompanhar melhor os gastos do dia a dia, permitindo identificar, por exemplo, subscrições de serviços que já não utiliza ou até comissões bancárias que podem não ser identificadas de imediato.

Pode consultar os movimentos bancários a qualquer momento, através do homebanking, da aplicação do banco, das caixas automáticas ou dos extratos mensais enviados pelas instituições. Para uma visão mais detalhada das comissões cobradas, pode ainda analisar o extrato anual de comissões. Este documento, enviado anualmente em janeiro, resume todos os encargos associados à conta no ano anterior e permite confirmar se correspondem ao que foi contratado.

Caso sejam identificados movimentos que não reconhece, o primeiro passo é analisar cuidadosamente a descrição das operações e procurar identificá-las. Os movimentos registados podem corresponder a pagamentos com cartão, débitos diretos, transferências, prestações de crédito, comissões bancárias ou juros, no caso de a conta ter apresentado saldo negativo.

Se detetar comissões de que não estava à espera, confirme se esses encargos estavam previstos no contrato da conta e no preçário do banco. Os bancos apenas podem cobrar as comissões previstas no contrato celebrado.

Sempre que haja suspeita de fraude, deve contactar imediatamente o seu banco. Se necessário, peça o cancelamento das credenciais de acesso e, se for o caso, do cartão. Após o alerta, o banco deve adotar medidas para impedir novas operações fraudulentas e, a não ser que exista suspeita de fraude do cliente, reembolsar o montante em causa.

Se forem realizadas operações de pagamento não autorizadas, pode ser responsabilizado até ao limite máximo de 50 euros. Contudo, se não tiver cumprido as regras de segurança – por exemplo, se tiver partilhado as suas credenciais de acesso ao homebanking – poderá ter de suportar um valor superior.

Saiba mais no Portal do Cliente Bancário.

Tema abordado na rubrica “Crédito ao Conselho”, que resulta de uma parceria entre a Antena 1 e o Banco de Portugal.