Imagem de João de Melo no “Sou Pessoa para Isso”

João de Melo no “Sou Pessoa para Isso”

O autor conversa com Teresa Dias Mendes a propósito de uma nova antologia de contas e de um diário, editados agora pela Dom Quixote.

Imagem de João de Melo no “Sou Pessoa para Isso”

João de Melo no “Sou Pessoa para Isso”

O autor conversa com Teresa Dias Mendes a propósito de uma nova antologia de contas e de um diário, editados agora pela Dom Quixote.

Completa 50 anos de carreira literária, perseguindo o desejo de um romance sobre Lisboa.

Mas os Açores entranham-se na sua prosa, “porque a infância é eterna num escritor”.

João de Melo celebra a data com uma antologia de contos “A Nuvem no Olhar”, e um diário, “As Novas Fases da Lua”, editados pela Dom Quixote. Aproveitamos a pausa, a que se entrega por estes dias, escutando-lhe a respiração serena e lúcida sobre o mundo lá fora: “sempre me quis perder no mundo”, afirma o escritor, recordando os muros do seminário donde foi expulso “por ser ateu e subversivo”.

As leituras, os primeiros poemas, e o primeiro livro, escrito em cadernos e folhas , guardado, até hoje, no fundo dum saco preto. As marcas da Guerra Colonial, onde serviu como furriel enfermeiro, determinando que o regresso a Lisboa “fosse o dia mais feliz” da sua vida. E uma emboscada para a viagem literária, onde” muita coisa ficou ainda por narrar”.

Aos 76 anos, admite que a escrita possa ser “a sua melhor saúde”.

João de Melo é “Pessoa para Isso”.

Texto e programa de Teresa Dias Mendes