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A guitarra portuguesa fez de Luísa Amaro uma pioneira

Luísa Amaro foi discípula e companheira de vida do mestre Carlos Paredes durante cerca de 20 anos. Traz consigo um património, um saber, um legado. E histórias. Muitas histórias. Neste Infinito Particular conta-nos, por exemplo, como surgiu o fascínio da Rainha de Inglaterra pelas “unhas de marfim” de Carlos Paredes. Luísa é uma exímia narradora dessas memórias, mas é, sobretudo, uma pioneira que escolheu um caminho nunca antes percorrido no feminino. É a primeira mulher guitarrista profissional de guitarra portuguesa. E é a primeira mulher a compor para este instrumento em nome próprio.

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A guitarra portuguesa fez de Luísa Amaro uma pioneira

Luísa Amaro foi discípula e companheira de vida do mestre Carlos Paredes durante cerca de 20 anos. Traz consigo um património, um saber, um legado. E histórias. Muitas histórias. Neste Infinito Particular conta-nos, por exemplo, como surgiu o fascínio da Rainha de Inglaterra pelas “unhas de marfim” de Carlos Paredes. Luísa é uma exímia narradora dessas memórias, mas é, sobretudo, uma pioneira que escolheu um caminho nunca antes percorrido no feminino. É a primeira mulher guitarrista profissional de guitarra portuguesa. E é a primeira mulher a compor para este instrumento em nome próprio.

Luísa Amaro nunca se esqueceu destas palavras:
“A guitarra é o único instrumento que está junto ao coração”.
Quem lhas disse foi a grande guitarrista argentina María Luisa Anido, com quem estudou em Barcelona em 1983.

Na altura, Luísa questionava-se porque é que estava a estudar milongas
[em vez da técnica erudita da guitarra clássica]
… mas, como sempre, o tempo encarregou-se de lhe mostrar que tudo tem um propósito.
As milongas entraram mais tarde no seu disco Mar Magalhães de 2018.

Há uma frase sua que diz: “Na vida cruzamo-nos com mestres, se temos essa sorte”.
Luísa Amaro teve essa sorte a dobrar.
Para além de María Luisa Anido, encontrou Carlos Paredes.
Conheceu o mestre da guitarra portuguesa em finais de 1983.
Tinha 25 anos e ele 58.

Neste Infinito Particular, Luísa Amaro conta-nos como conheceu Carlos Paredes…
como trabalhou 10 anos com a pessoa com quem vivia sem nunca ter havido uma discussão…
como dava a volta ao mestre para que ele tocasse um bis no final dos concertos…
como surgiu o fascínio da Rainha de Inglaterra pelas mãos e pelas “unhas de marfim” de Carlos Paredes…

Luísa Amaro é uma exímia contadora de histórias.
E é também um poço de sensibilidade.
E de talento.
E de humildade.
Teve sempre os maiores elogios de Paredes, mas a modéstia católica incutida no colégio de freiras que frequentou… fá-la sacudi-los.
Ainda bem que tem em casa um Luís Nazaré Gomes que lhe recorda que o produtor da Björk é um grande fã da sua música Jardim da Sereia (do álbum Meditherranios de 2009).

Essa música é, aliás, tocada em estúdio. Ao vivo. Sem rede.
Sim, Luísa levou a guitarra…
e tudo se transformou…

Este Infinito Particular não termina sem antes ficarmos a saber porque é que o antigo Ministro das Finanças, Bagão Félix, foi percussionista de Luísa Amaro… e qual a frase da famosa #tombolaredonda que saiu à primeira mulher guitarrista e compositora profissional de guitarra portuguesa.

Luísa ficou sem palavras com a frase que lhe calhou.
E emocionou-se…

Texto de Susana Bento Ramos

 

Infinito Particular está disponível na RTP Play e em podcast. É emitido na Antena 1 aos domingos, após o noticiário das 11h.