O concerto que, em 2024, evocou o I Encontro da Canção Portuguesa, está na base de uma minissérie que fixa o que aquelas noites separadas por 50 anos nos podem contar.

Cinquenta anos depois do histórico I Encontro da Canção Portuguesa, o Coliseu dos Recreios voltou a estar no centro das atenções. Em 2024 Vitorino, Manuel Freire e Francisco Fanhais, mais uma série de músicos convidados, celebraram essa memória evocando, sobretudo, o momento em que, já em fim de noite, José Afonso subiu aquele palco, cantando “Grândola, Vila Morena”, momento que poderá ter desempenhado um papel na escolha desta canção como segunda senha para o 25 de abril, poucas semanas depois.

O espetáculo, organizado pela Associação José Afonso, foi realizado no mesmo local, precisamente 50 anos depois e partiu da ideia do cruzamento de gerações. Daí o título “José Afonso e as Gerações de Abril”. Vitorino chamou Gisélia e o seu sobrinho, António Salomé. Manuel Freire convocou Ricardo Dias e Mário Delgado. E, por sua vez, Francisco Fanhais, convidou João Afonso e Banda Filarmónica Fraternidade Operária Grandolense, neste caso em concreto para a recriação, de fio a pavio, do álbum “Cantigas do Maio”, de 1971. Em palco, como apresentador, declamando também poesia, esteve ainda José Fanha.

As gravações deste concerto em 2024, assim como memórias de arquivo, são ponto de partida para, numa minissérie de três episódios, evocar a importância histórica daquela data.

João Carlos Callixto dá-nos, em conversa com Nuno Galopim, o contexto daquele momento a 29 de março de 1974. As entrevistas captadas na noite do concerto estão a cargo de Noémia Gonçalves e Carina Jorge. Neste episódio ouvimos ainda uma conversa com Manuel Freire. Na segunda parte de um conjunto de retratos deste espetáculo, há entrevistas com Vitorino e Francisco Fanhais.