Imagem de O visionário Brian Eno em destaque na “Terra Média”
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O visionário Brian Eno em destaque na “Terra Média”

Gonçalo Madail, Álvaro Costa e Francisco Merino às voltas com um inovador da música eletrónica.

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O visionário Brian Eno em destaque na “Terra Média”

Gonçalo Madail, Álvaro Costa e Francisco Merino às voltas com um inovador da música eletrónica.

É tempo de contemplar, na “Terra Média”.

São poucos os artistas que se passeiam tão confortavelmente entre diferentes meios e ainda menos os que se atrevem a tentar capturar a hibridez dos media em toda a sua plenitude.

O visionário de hoje não se limitou a antecipar tendências ou a experimentar linguagens, tornou-se ele próprio sinónimo de improvisação, experimentalismo e audácia.

Se há artistas que escolhem cuidadosamente a área da Terra Media onde querem habitar, o nosso visionário preferiu o nomadismo e nunca se deixou circunscrever a um só meio, apesar de ser um monstro sagrado no media que o popularizou, a música.

Pode não ter uma morada ou apartado na Terra Media, mas, quando o procuramos, sabemos bem onde o encontrar: nos cruzamentos, nas interceções, nos grandes deltas, na foz dos rios.

Ali, para onde confluem e se misturam as ideias, as técnicas, as práticas, as culturas e os próprios media.

O nosso visionário de hoje não tem um templo ou um monte sagrado.

É venerado um pouco por toda a “Terra Média” e a sua voz ecoa em milhares de criaturas e criações. Mas acredita que os grandes génios são o produto de comunidades vibrantes, uma espécie de genialidade coletiva.

Juntem-se a nós, Peregrinos, em solene romaria, em busca do sempre irrequieto e inquietante Brian Eno, um visionário maior… da “Terra Média”.

Texto de Gonçalo Madail
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