Caminha de mãos dadas com a palavra liberdade.
Pinta os lábios de vermelho, a mesma cor dos cadernos onde escreve desde miúda.
Estudou Direito, mas é no cinema que se realiza, agora com “Mulheres de Abril”, o seu último filme.
“Isto não é um filme sobre, é um filme com estas mulheres”, sublinha a cineasta e escritora, a filha da Revolução para quem este dia chegaria.
Aos 52 anos, é com o filme “Mulheres de Abril” que celebra o lugar da mulher na resistência e na luta anti-fascista e anti-colonialista. Dez mulheres contam as suas histórias, as suas guerras, os castigos e a tortura, mas também a alegria de uma luta que abraçaram sem pestanejar. Fariam tudo de novo, dizem todas elas.
Raquel Freire faria tudo de novo também. Cada projecto como um motim porque esse é também o poder da arte.
O próximo filme será sobre as mulheres pioneiras do cinema português, outro sobre os 20 anos da primeira marcha LGBTQ+, no Porto, e dela sabemos que será sempre uma voz que dá voz.
Uma mulher que sonha, porque nos sonhos “somos sempre mais livres”.
Raquel Freire é “Pessoa para Isso”.