Imagem de Teresa Dias Mendes entrevista Raquel Freire

Teresa Dias Mendes entrevista Raquel Freire

Caminha de mãos dadas com a palavra liberdade. Pinta os lábios de vermelho, a mesma cor dos cadernos onde escreve desde miúda. A luta continua, agora com "Mulheres de Abril", o seu último filme.

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Teresa Dias Mendes entrevista Raquel Freire

Caminha de mãos dadas com a palavra liberdade. Pinta os lábios de vermelho, a mesma cor dos cadernos onde escreve desde miúda. A luta continua, agora com "Mulheres de Abril", o seu último filme.

Caminha de mãos dadas com a palavra liberdade.

Pinta os lábios de vermelho, a mesma cor dos cadernos onde escreve desde miúda.

Estudou Direito, mas é no cinema que se realiza, agora com “Mulheres de Abril”, o seu último filme.

“Isto não é um filme sobre, é um filme com estas mulheres”, sublinha a cineasta e escritora, a filha da Revolução para quem este dia chegaria.

Aos 52 anos, é com o filme “Mulheres de Abril” que celebra o lugar da mulher na resistência e na luta anti-fascista e anti-colonialista. Dez mulheres contam as suas histórias, as suas guerras, os castigos e a tortura, mas também a alegria de uma luta que abraçaram sem pestanejar. Fariam tudo de novo, dizem todas elas.

Raquel Freire faria tudo de novo também. Cada projecto como um motim porque esse é também o poder da arte.

O próximo filme será sobre as mulheres pioneiras do cinema português, outro sobre os 20 anos da primeira marcha LGBTQ+, no Porto, e dela sabemos que será sempre uma voz que dá voz.

Uma mulher que sonha, porque nos sonhos “somos sempre mais livres”.

Raquel Freire é “Pessoa para Isso”.

Texto e programa de Teresa Dias Mendes