Daniel Sampaio é um dos melhores portugueses. Um pensador, acima de tudo. Um homem inquieto que gosta da vida, que detesta a ideia de um dia ter de partir. Um médico psiquiatra que mudou a história da psiquiatria portuguesa. Parece impossível, mas antes dele não existia psiquiatria para adolescentes. E não existia terapia familiar. E não existia um respeito dos psiquiatras pelo lugar dos psicólogos.
E não existia alguém que, sendo médico, nos ajudasse a pensar sobre os nossos filhos, sobre o ser pai e ser mãe, sobre o ser jovem e ser velho, sobre o suicídio, sobre os sonhos, sobre a esperança, sobre o medo, sobre a loucura.