Quem vão ser os novos donos da bola?

De quatro em quatro anos o planeta futebol reúne-se para decidir quem vai ser o novo dono da bola. De hoje até 19 de julho teremos pela frente 104 jogos com 48 equipas, naquele que vai ser o maior mundial da história.

Quem vão ser os novos donos da bola?

De quatro em quatro anos o planeta futebol reúne-se para decidir quem vai ser o novo dono da bola. De hoje até 19 de julho teremos pela frente 104 jogos com 48 equipas, naquele que vai ser o maior mundial da história.

Começa mais daqui a pouco, às oito da noite, hora de Portugal Continental, no mítico estádio Azteca, que agora se chama Estádio da Cidade do México e que já recebeu as finais de 1970 e 1986, a edição 23 do campeonato do mundo de futebol da FIFA.

O jogo de abertura coloca frente a frente o México e a África do Sul que já abriram o mundial de 2010, no Soccer City, em Joanesburgo, já lá vão 16 anos, num desafio que não deixou saudades e que terminou empatado a 1 golo.

Até ao dia 19 do mês que vem, quando se realizar a final no estádio de Nova Iorque e Nova Jersey, a casa dos Giants e Jets, mas do futebol americano, teremos assistido a 104 jogos, de soccer, neste que vai ser o maior campeonato da história com a presença de 48 equipas.

Aliás, esta edição que hoje arranca, talvez por ser na América do Norte, é tudo em grande, até nas polémicas.

As imagens de um árbitro da Somália a ser mandado para casa, porque as autoridades de imigração dos Estados Unidos não autorizaram a sua entrada.

Jogadores a serem revistados em plena pista do aeroporto pela polícia, ou as dificuldades que a seleção do Irão, com quem os Estados Unidos estão em guerra, vai ter para entrar e sair cada vez que lá for jogar, porque está em estágio no México, vão fazer parte da história deste mundial.

Isto para já não falarmos dos preços dos bilhetes que, em alguns casos, atingem valores absurdos, porque a FIFA decidiu aplicar tarifas dinâmicas, o que significa que serão mais caros, consoante for maior a procura, ou não estivéssemos na pátria do capitalismo e da economia de mercado.

Este será um evento, digamos, que pouco acessível à maior parte das bolsas dos adeptos. Ainda há duas semanas um jornal britânico fazia as contas sobre quanto custava a uma família de quatro pessoas assistir aos jogos da primeira fase da seleção inglesa e avançava com uma fatura que podia chegar aos 10 mil dólares, sem se atirarem muito para fora de pé.

Este vai ser também um mundial cheio de novidades ao nível da arbitragem sempre com o objetivo de aumentar o tempo útil de jogo.

E, claro, vamos ter a entrada em vigor da Lei Prestiani, porque quem tapar a boca com a camisola pode ter uma surpresa desagradável.

Seja como for, a partir de hoje não haverá ninguém que goste de futebol, nos cinco continentes do planeta Terra, que não se vá sentar junto de uma televisão para seguir os jogos, uns mais interessantes, outros nem por isso, o que é normal.

A pergunta que, lá está, vale muitos milhões de euros ou dólares é a que sempre se faz nestas alturas. Quem vai ser a campeã do mundo de 2026? Quem vai suceder à Argentina de Messi que ganhou no Qatar em 2022?

As casas de apostas que também se preparam para faturar como se não houvesse amanhã, apostam na Espanha ou na França, como as principais candidatas. Ficando, numa segunda linha, seleções como a inglesa, alemã, Argentina ou Brasil, estas últimas talvez pela história.

Portugal aparece com possibilidades de discutir uma presença nas meias-finais, o que já é bem bom, mas lembro que sempre que chegamos a estas competições com ambições a coisa não correu lá muito bem. Foi assim em 2002, na Coreia e Japão e na Rússia, em 2018, mas teremos tempo de falar sobre as nossas ambições e possibilidades.

Aliás, quando preparava este Photo Finish lembrei-me de perguntar à Inteligência Artificial quem ia ser o campeão do mundo deste ano, e as possibilidades não andavam muito longe das que eram avançadas pelas casas de apostas pelo que só temos de acreditar no que nos dizem, a menos que Ronaldo e companhia decidam algo diferente.